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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

De Mãe Atípica a Zé Trovão, candidatos levam causas e apelidos para a urna

4 min de leitura
Mato Grosso do Sul — imagem padrão

Entre os nomes escolhidos para aparecer ao eleitor estão referências indígenas, profissão e religião.

Na hora de pedir voto, sobrenome nem sempre é suficiente. Entre os candidatos de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026, há quem tenha escolhido levar para a urna uma causa, a identidade de um grupo, a profissão ou simplesmente um apelido capaz de chamar a atenção do eleitor.

Candidatos ao pleito de 2026 em Mato Grosso do Sul apostam em nomes de urna inusitados para atrair eleitores. Levantamento do Campo Grande News nos dados do TSE identificou registros como Jéssica Mãe Atípica, Adriane Quilombola, Ronaldo Terena, Zé Trovão e Lia Nogueira O Bichão do MS.

As escolhas refletem causas, identidades étnicas, profissões e apelidos regionais como estratégia eleitoral.

Levantamento do Campo Grande News nos dados abertos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostra que, em meio aos nomes tradicionais, aparecem registros como Jéssica Mãe Atípica, Adriane Quilombola, Ronaldo Terena, Prof.

Anisio Guató, Prof Aguilera Guarani, Beto do Movimento, Pastor Cláudio Domingos, Zé Trovão e Lia Nogueira O Bichão do MS.

O caso mais explícito de uma pauta incorporada ao nome eleitoral é o de Jéssica da Silva Rodrigues (PDT). Candidata a deputada estadual, ela registrou como nome de urna “Jéssica Mãe Atípica”.

A expressão faz com que a maternidade atípica apareça ao lado do nome pelo qual ela será apresentada ao eleitor. Na base do TSE, Jéssica aparece ainda como estudante e com ensino superior incompleto.

Referências à identidade étnica também aparecem de forma direta. Adriane da Silva Soares (PT) escolheu “Adriane Quilombola”. O banco eleitoral registra que ela se declarou preta e informou como ocupação agricultora.

Entre os indígenas, alguns candidatos também fizeram questão de colocar a identificação no nome que irá para a urna. Ronaldo Ozório dos Santos (PT) aparece como “Ronaldo Terena”.

A mesma estratégia é usada por Anisio Guilherme da Fonseca (PSOL), registrado como “Prof. Anisio Guató”. Já Aguilera de Souza (Agir) adotou “Prof Aguilera Guarani” e também aparece na base eleitoral como indígena e professor de ensino fundamental.

Há ainda nomes que remetem a atuação social de maneira mais genérica. Candidato ao Senado pelo PSOL, Jonas Carlos da Conceição optou por “Beto do Movimento”. Agricultor de profissão, o apelido veio do seu envolvimento no MPL (Movimento Popular de Luta), ligada às causas da agricultura familiar.

Na disputa pelo governo, a candidata a vice pelo PSOL, Kaelly Virginia de Oliveira Saraiva, juntou duas referências no mesmo nome: “Prof. Enfermeira Kaelly”. O que fica claro no campo de ocupação do TSE, onde ela aparece como professora de ensino superior.

Religião também chegou à urna. Cláudio Domingos da Silva (DC) concorre a deputado estadual como “Pastor Cláudio Domingos”.

Apelidos marcantes - Nem tudo, porém, parece ter relação direta com uma pauta. Entre os 338 registros analisados, há apelidos que se destacam simplesmente pelo inusitado.

Guerino Ferreira Ribolis (Novo) concorre a deputado estadual como “Zé Trovão”. Apesar do nome de urna, a ocupação registrada no TSE é professor de ensino médio.

No mesmo campo dos nomes difíceis de ignorar está a deputada estadual Maria Imaculada Nogueira (PSDB). Em vez de apenas Lia Nogueira, ela registrou “Lia Nogueira O Bichão do MS”, como ficou conhecida quando atuou nos meios de comunicação na região de Dourados.

A mesma sequência da base traz ainda Silvio Pitu, nome eleitoral de Silvio Eduardo Alves Pena; Biro Biro, usado por Antonio Marques de Oliveira; Júlia News, escolhido por Julia Monteiro Campos; e Nelson Lords, registrado por Nelson José dos Santos.

Também aparecem Cassiano do Gás, nome escolhido por José Cassiano Leite Neto, candidato a deputado estadual pelo PV, além de Dr. Rotterdam, nome de urna do médico Rotterdam Pereira Guimarães.

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Fontes

Informação baseada em material público de Campo Grande News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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