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Empreendedorismo Revisado por ULTRA AI

Casal cria terrários inspirados nos orixás e alcança faturamento de R$ 100 mil por mês

3 min de leitura
Casal cria terrários inspirados nos orixás e alcança faturamento de R$ 100 mil por mês

Quando deixaram Florianópolis para começar uma nova vida em São Paulo, Edu Santana e Will Souza precisavam encontrar uma forma de gerar renda.

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A resposta veio de um hobby que acabou se transformando em negócio: os terrários, pequenos ecossistemas montados dentro de recipientes de vidro que reproduzem paisagens em miniatura.

O que começou como uma atividade artesanal ganhou identidade própria quando os empreendedores passaram a criar terrários inspirados nos orixás.

A combinação entre natureza, arte e elementos simbólicos abriu espaço para um nicho pouco explorado e se tornou o principal motor de crescimento da empresa.

O nosso planeta dentro do vidro." É assim que Edu define os terrários produzidos pelo estúdio.

Arquiteto e designer de interiores de formação, ele encontrou na atividade uma forma de unir criatividade, paisagismo e trabalhos manuais.

Mas, desde o início, tinha uma regra: não queria reproduzir modelos já existentes. Cada peça precisaria carregar sua assinatura artística.

Os primeiros clientes surgiram de forma simples, ainda entre vizinhos. Pouco depois, a dupla decidiu enfrentar a timidez e testar a aceitação do produto na Avenida Paulista, um dos principais cartões-postais da capital paulista.

A gente demorou para ir para a Paulista por medo, por vergonha, por receio", conta Will. "Mas empreender é isso. O medo sempre vai existir. A diferença é deixar a coragem falar mais alto.

A virada de chave aconteceu quando clientes começaram a pedir representações de orixás dentro dos terrários. Em vez de tratar o tema apenas como produto, a empresa decidiu apostar no aspecto artístico das peças.

Hoje somos especializados nos terrários dos orixás. Nossa grande virada como negócio aconteceu exatamente por causa deles", afirma Will.

Segundo ele, a venda foi consequência do encantamento gerado pelas histórias e pelo trabalho artesanal apresentado nas redes sociais. O posicionamento ajudou a empresa a se diferenciar em um mercado competitivo.

Atualmente, além dos terrários, o estúdio comercializa miniaturas avulsas, oferece cursos e produz peças personalizadas a partir de fotos enviadas pelos clientes, criando um ecossistema de produtos e serviços.

Conteúdo virou ferramenta de vendas.

Quando entendemos que não éramos apenas um negócio de terrários, mas também produtores de conteúdo, tudo mudou", diz Will.

A estratégia consiste em contar histórias por trás das peças, mostrar os bastidores da produção e acompanhar tendências que possam dialogar com o público. Foi assim que nasceu uma das ações de maior repercussão da marca.

Inspirado pelo lançamento de um álbum de Anitta, Edu criou miniaturas baseadas no universo visual da cantora e as incorporou aos terrários. Os vídeos viralizaram nas redes e chegaram à própria artista, que interagiu com o conteúdo.

Com a demanda crescendo, surgiu um obstáculo importante: como enviar um produto frágil, feito de vidro e plantas, para todo o país.

Durante três anos, as vendas ficaram restritas a São Paulo. A solução veio após diversos testes de embalagem, que resultaram em um sistema de proteção com plástico-bolha e caixas reforçadas.

O novo método permitiu que a empresa passasse a atender clientes de outras regiões. Hoje, cerca de 60% dos terrários vendidos têm destino fora do estado.

Mesmo com a expansão, a essência do negócio continua a mesma. Edu segue responsável pela criação artística das peças, enquanto Will cuida da gestão, do marketing e da estratégia digital.

A gente ainda tem muitos lugares para alcançar. É só o começo", afirma Will.

Em números

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Fontes consultadas

  • G1 Empreendedorismolink