As histórias de Saci, Cuca, Caipora e Boi-Bumbá, ouvidas na infância, ganharam um novo significado na vida de Felipe Moreira. O que antes fazia parte do imaginário popular hoje estampa as camisetas vendidas pela marca criada pelo empreendedor em Brasília.
- 📍 Endereço: Qsb, 11 lote 20, loja 1 Brasilia/DF – CEP: 72015-610.
Empreendedor leva o folclore brasileiro das histórias para as camisetas.
A ideia surgiu de forma inesperada. Formado em Ciências e atuando como ator, Felipe percebeu o potencial do mercado ao ver uma colega usando uma camiseta estampada com o Saci.
Em vez de desistir, encarou os tropeços como parte do processo de aprendizado.
O empreendedorismo é uma jornada de resiliência e de persistência ao erro. A grande diferença é como a gente encara esses erros", afirma Felipe. A virada veio quando uma coleção inspirada na personagem Cuca viralizou nas redes sociais.
Aproveitando o aumento da visibilidade, Felipe estruturou um modelo baseado em pré-venda: comercializa a ideia antes da produção, utiliza os recursos recebidos para fabricar as peças e reduz a necessidade de capital de giro.
Em vez de apostar em grandes volumes, o empreendedor prefere coleções menores, que permitem estudar melhor os materiais, testar novas tecnologias de estamparia e acompanhar a demanda dos clientes.
A estratégia de divulgação também muda conforme o produto. Em alguns momentos, a marca aposta em influenciadores; em outros, mostra o processo de criação das estampas ou destaca tecnologias aplicadas às camisetas, como efeitos ativados pela luz do sol ou pelo calor do corpo.
Segundo Felipe, variar a forma de apresentar um mesmo produto amplia o alcance da marca e desperta o interesse de novos consumidores.
Além das roupas, o empreendedor já pensa em expandir a atuação para outros segmentos ligados à decoração e ao cotidiano. A ideia surgiu depois que clientes passaram a relatar experiências inusitadas, como emoldurar camisetas em casa.
Para ele, o negócio pode crescer sem perder o propósito de aproximar as pessoas da cultura brasileira. "Quanto mais cultura brasileira tiver na rua, ocupando espaços que geralmente não ocupam, melhor", diz.
O reconhecimento também aparece no contato com os consumidores. Um dos clientes conta que se identificou com a marca tanto pelas referências ao folclore quanto pelo estilo das peças e pelo custo-benefício.
Para Felipe, ouvir esses relatos confirma que o objetivo vai além da venda de camisetas. "O significado está no olhar do cliente, de quem consome o produto", afirma.
Em números
- Do folclore para as ruas: marca transforma lendas em camisetas e fatura R$ 55 mil por mês
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…