A disparada ocorreu depois que os houthis divulgaram que estenderam também o domínio no estreito de Bab el-Mandeb, que liga ao Mar Vermelho ao Oceano Índico e era usado como alternativa para navios da Arábia Saudita transportarem petróleo.
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Nos últimos dias, o grupo aumentou a ofensiva sobre cidades sauditas e diz que agora bloqueou a opção usada no lugar do estreito de Hormuz, que está com o tráfego interrompido desde o início da guerra em 28 de fevereiro e por onde passava 20% da produção mundial de petróleo e gás.
A ação dos houthis nesta quinta foi uma resposta às declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, nessa quarta-feira (9) que disse que esperava que a guerra terminasse após as eleições de meio de mandato, marcadas para novembro.
Os houthis entraram na atual guerra ao lado do Irã com um ataque a Israel em 28 de março, mas permaneceram em grande parte inativos antes de declarar um bloqueio naval contra a Arábia Saudita em julho e intensificar, em setembro, os ataques ao sul do reino.
Nesta quinta-feira, as autoridades sauditas de Defesa Civil emitiram alertas de emergência na cidade de Khamis Mushait, no sudoeste do país, pela quarta vez em 24 horas, em meio aos ataques dos houthis.
O Paquistão transmitiu ao Irã uma advertência saudita para que contenha seus aliados houthis no Iêmen, em uma tentativa de impedir que a crise saia de controle, disseram pessoas ligadas aos governos sauditas, paquistanesas e iranianas.
Uma autoridade iraniana de alto escalão confirmou que o Paquistão transmitiu a mensagem a Teerã na terça-feira e que a resposta foi que "o Irã não controla os houthis.
A IMPORTÂNCIA DO ESTREITO DE BAB EL-MANDEB.
O estreito de Bab el-Mandeb, ou Portão das Lágrimas, assim chamado por suas perigosas condições de navegação, fica entre o Iêmen, na Península Arábica, e Djibuti e Eritreia, na costa africana, o que o torna um alvo estratégico de grande valor para os houthis, que controlam as áreas mais populosas do Iêmen e grande parte do norte do país.
As forças do governo iemenita e seus aliados estão se deslocando para o sul ao longo da costa do Mar Vermelho, em direção a Dhubab, localizada diretamente às margens do estreito, em frente à ilha de Perim, disseram fontes militares do governo.
Segundo elas, controlar Dhubab e a ilha é fundamental para assumir o domínio do estreito.
Outro fator que ajudou na alta do petróleo nesta quinta foi a paralisação das atividades da refinaria de petróleo de Ryazan, pertencente à russa Rosneft, após um ataque de drones sofrido no último domingo (6), disseram duas pessoas do setor à agência de notícias Reuters nesta quinta-feira.
A principal unidade da refinaria, a CDU-6, e também a unidade CDU-4 foram paralisadas após o ataque. Os dois locais afetados são responsáveis por quase a metade da capacidade da refinaria e processam cerca de 12 milhões de toneladas de petróleo por ano, ou cerca de 240 mil barris por dia.
A Ucrânia mantém os ataques à infraestrutura energética russa numa tentativa de enfraquecer a economia do país, enquanto a guerra já se arrasta há mais de quatro anos e meio.
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que os ataques tinham como objetivo semear a discórdia dentro da Rússia.
A Rosneft não respondeu a um pedido de comentário sobre o ataque à refinaria, localizada cerca de 200 quilômetros (124 milhas) a sudeste de Moscou.
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