O pedido de garantia está sob análise do Tesouro Nacional. A concessão do aval significa que a União honrará os pagamentos em caso de inadimplência —o que contribui para tornar a operação atrativa aos bancos e reduzir os custos.
O novo crédito já era previsto dentro do plano de reestruturação da companhia, que precisou do socorro da União após enfrentar graves dificuldades financeiras e ficar sob risco de furo no caixa no ano passado.
O prazo do contrato será de 15 anos, dos quais os três primeiros serão de carência, sem cobrança de prestações. É o mesmo formato adotado no primeiro crédito. Nessa modalidade, o custo máximo da operação permitido pelo Tesouro seria de 120% do CDI.
A companhia atribuiu esse desempenho à implementação de medidas destinadas ao reequilíbrio financeiro da empresa, como a renegociação e o parcelamento de dívidas acumuladas anteriormente, sobretudo com fornecedores.
Segundo documentos obtidos pela Folha, o novo sindicato de bancos foi fechado ainda no mês de julho.
Como mostrou a reportagem, registros públicos já mostravam que, em 17 de junho, integrantes da área financeira dos Correios se reuniram com representantes do Deutsche Bank, Citibank, J.
P. Morgan e ABC. O compromisso foi descrito como uma reunião entre "Correios e Sindicato do Bancos", cujo tema era a "revisão de algumas condicionantes apresentadas na proposta para empréstimo.
Antes disso, a empresa fez uma primeira rodada de negociações com Citibank, ABC e Banco Pine, mas as propostas ou não chegaram no valor almejado, ou foram descartadas devido a obstáculos na estrutura da operação.
O valor já está reservado no Orçamento. Outra exigência é a quitação do contrato de crédito em caso de privatização da companhia no futuro, algo que já constava no primeiro contrato e costuma ser praxe em negociações do tipo.
Em números
- Correios formalizam pedido de novo empréstimo de R$ 7 bi com quatro bancos
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…