O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quebrou o silêncio e se posicionou sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) deflagrada após o ministro André Mendonça avançar em uma investigação sobre as relações entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Lula defendeu uma reforma do Judiciário e declarou que todos devem ser investigados, sem blindagem, e “doa a quem doer”.
No vídeo, gravado no Palácio do Planalto, Lula classifica o escândalo do Master como “maior roubo da história do Brasil” e disse que Vorcaro possui relações com “gente muito poderosa”.
Na tentativa de se afastar da crise, o presidente disse que foi no governo dele em que o banqueiro foi preso e teve o seu banco liquidado.
Flávio Bolsonaro: Espero que Vorcaro homologue sua delação e fale tudo.
Flávio também repetiu que sua relação com Vorcaro se resumia ao pedido de patrocínio para o filme “Dark Horse”.
Moraes pede a Fachin investigação de Mendonça no inquérito das fake news.
Moraes apontou quebra da imparcialidade judicial e acusou Mendonça de interferir na direção das investigações das autoridades policiais.
Lula também criticou o que chamou de vazamentos seletivos e disse que espera do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do presidente do STF, ministro Edson Fachin, que liderem a investigação de forma que a integridade das instituições democráticas sejam preservadas.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) mostraram também que Vorcaro procurava Moraes para tentar reverter a sua situação jurídica antes de ser preso, em novembro do ano passado.
O banqueiro perguntava se poderia conseguir ajuda do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet.
Outros diálogos também mostram que Vorcaro fez um contrato para Viviane se tornar sócia de aeronaves dele.
Nesta terça-feira, 1º, Mendonça retirou o sigilo e tornou públicos os detalhes da investigação da PF sobre a relação entre Vorcaro e Moraes.
Como resposta, nesta quinta-feira, Moraes pediu a inclusão de Mendonça no inquérito das fake news, por suposto abuso de autoridade. O ministro também pediu providências por parte de Fachin.
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