Atualização · 14/10/2026, 21h50
O Senado aprovou a PEC do fim da escala 6x1 em dois turnos, por 75 votos a 1 em cada votação. O único voto contrário foi de Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O texto segue para promulgação pelo Congresso. Leia a cobertura completa →
O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, cumpriu agenda de campanha nesta quarta-feira (14) no Rio Grande do Sul sem falar publicamente sobre a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do fim da escala de trabalho 6x1, que começou a ser votada no Senado no final da tarde.
No mesmo horário, Flávio Bolsonaro fazia um comício no centro de Porto Alegre dando ênfase à emenda apresentada pelo PL dentro da PEC da Segurança Pública e que reduz a maioridade penal para 16 anos, uma das bandeiras da sua campanha.
A PEC que o Lula mandou para o Congresso, da segurança pública, era para combater a polícia. E a gente no Congresso já mudou ela. Ela vai ser para proteger os cidadãos ordeiros, as pessoas inocentes", discursou ele aos apoiadores.
Durante a agenda, Flávio Bolsonaro não fez menções à PEC do fim da escala 6x1, que é uma das bandeiras do seu adversário neste segundo turno, o presidente Lula (PT).
O candidato do PL evitou ao longo da campanha o tema, mas, nesta terça-feira (13), diante da possibilidade de se enfraquecer para as urnas, declarou que votaria a favor da PEC.
No Senado, a expectativa é que ela seja aprovada ainda na noite desta quarta em dois turnos de votação. Senadores podem votar de forma eletrônica, sem necessidade de presença no plenário.
Apesar do recuo do presidenciável do PL, aliados dele admitem que, se eleito, Flávio deverá propor uma alteração. O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), antecipou que a ideia seria aprovar em 2027 a PEC do "pagamento por hora trabalhada.
Com esse modelo, o profissional poderia escolher um contrato em que folga dois dias por semana –mas, neste caso, não recebe pelos dias em que não trabalha.
A PEC do fim da escala 6x1 que está sendo votada nesta quarta reduz a jornada semanal de 44 horas para 40 horas, 14 meses após a promulgação, e determina que todos os trabalhadores terão dois dias de descanso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução de salários.
Na agenda no Rio Grande do Sul, Flávio estava acompanhado dos governadores eleitos dia 4 de outubro na região Sul, Sergio Moro (Paraná), Jorginho Mello (Santa Catarina) e Luciano Zucco (Rio Grande do Sul), todos do PL.
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também participou, além de alguns senadores eleitos.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…