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Política

Campanha de Flávio Bolsonaro mantém liderança em doações eleitorais e recebe 17% mais que Lula

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Os dois candidatos lideram o ranking de doações até aqui. Os dados foram extraídos do sistema Divulgacand, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

  1. Ex-ministro de Geisel condenado por fraude está entre maiores doadores da campanha de Flávio.
  2. PT, diretor de subsidiária da Petrobras e doutoranda da USP estão entre maiores doadores de Lula.
  3. Rei do biodiesel' doa R$ 1 milhão às campanhas de Lula e Flávio.

Na conta, além de Flávio Bolsonaro e Lula, entram Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), nesta ordem ranqueados.

Segundo o TSE, o dinheiro arrecadado pode ser usado em despesas da campanha, como produção de material gráfico, propaganda eleitoral e aluguel de espaços para eventos.

A lista também inclui deslocamento de candidatos, funcionamento de comitês de campanha, contratação de pessoal e utilização de carros de som.

O prazo para que partidos e candidatos enviem à Justiça Eleitoral a prestação parcial de contas, com identificação de doadores e valores, encerrou no domingo (13).

Agora, os recursos arrecadados até o dia da eleição entrarão na prestação de contas completa, cujo prazo final de envio termina em 14 de novembro.

Entre elas, está Carlos Manoel Politano Larangeira, um dos empreiteiros da OAS denunciado pelo Ministério Público Federal em 2012 sob acusação de desvio de recursos públicos durante a gestão do ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf (de 1993 a 1996).

As doações à candidatura de Caiado são marcadas por essa particularidade: boa parte (78%) da soma da direção nacional do PSD advém de contribuições de pessoas físicas.

A prática de doar ao partido, em vez de ao candidato, tem sido adotada como uma forma de criar mais uma camada de distanciamento entre as pessoas físicas e seus elos eleitorais.

AS DOAÇÕES APÓS O INÍCIO DA CRISE DO STF.

A crise sem precedentes que abateu o STF (Supremo Tribunal Federal) respinga nas corridas dos dois candidatos mais competitivos, Flávio Bolsonaro e Lula, a ponto de já afetar pesquisas de intenção de voto.

Levantamento do Datafolha desta quinta mostra Lula com 39% das intenções de voto em primeiro turno, ante 36% de Flávio. Há uma semana, o presidente marcava 39% e o senador, 35%.

Na simulação de segundo turno agora, Lula continua com 46% e Flávio, com 44%, empate técnico na margem de erro de dois pontos para mais ou menos.

Em doações eleitorais, os aportes de 1º de setembro –data em que supostas mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, foram reveladas– e 17 de setembro perderam ritmo para os dois candidatos.

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