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Braskem diz que vai pedir recuperação extrajudicial por dívida de R$ 56 bilhões

Conselho de Administração aprovou a medida, que ainda será protocolada na Justiça. Empresa afirma que processo ficará restrito às dívidas financeiras e não afet

3 min de leitura
Braskem diz que vai pedir recuperação extrajudicial por dívida de R$ 56 bilhões

Justiça determina que Braskem prove que imóveis não foram afetados pela mineração.

O Conselho de Administração da companhia aprovou a medida, mas o pedido ainda não foi protocolado na Justiça.

🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1.

(CORREÇÃO: na publicação desta reportagem, o g1 informou que a Braskem havia protocolado um pedido de recuperação extrajudicial. Na verdade, o Conselho de Administração aprovou a medida, e a empresa se prepara para oficializar o pedido.

No comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Braskem afirmou que a recuperação extrajudicial ficará restrita às dívidas financeiras e não afetará as obrigações com fornecedores e clientes.

Segundo a empresa, esses compromissos continuam sendo cumpridos normalmente.

A Braskem esclarece que a Recuperação Extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da Companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos", diz a empresa, em nota.

Ao protocolar oficialmente o pedido de recuperação extrajudicial, a Braskem firmará um acordo com os credores para reorganizar as dívidas, incluindo novos prazos e condições de pagamento.

🔍 Na recuperação extrajudicial, a empresa negocia diretamente com seus credores uma forma de reorganizar as dívidas e depois leva o acordo à Justiça para homologação.

É diferente da recuperação judicial, que envolve um processo mais amplo na Justiça. O acordo pode prever, por exemplo, mais prazo para pagar as dívidas ou um período sem pagamentos.

Nos dois casos, o objetivo é evitar a falência e dar condições para que a empresa continue funcionando.

A companhia informou que vinha avaliando medidas para se proteger de eventuais cobranças dos credores. Afirmou ainda que as conversas haviam se intensificado e que avaliava diferentes alternativas para reorganizar suas dívidas financeiras.

Boa parte da dívida da Braskem está em títulos emitidos no exterior. Na prática, são recursos que a empresa tomou emprestados de investidores e que precisam ser pagos nas condições estabelecidas na emissão.

A Braskem também pediu reestruturação de sua subsidiária no México, a Braskem Idesa, que entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos pelo Chapter 11.

O mecanismo permite que empresas continuem operando enquanto renegociam suas dívidas sob supervisão da Justiça.

A Braskem é uma das maiores empresas petroquímicas brasileiras. Foi criada em 2002 a partir da integração de ativos da antiga Odebrecht, hoje Novonor, e do Grupo Mariani.

A companhia produz resinas plásticas, como polietileno, polipropileno e PVC, usadas na fabricação de embalagens, peças, tubos e diversos produtos do dia a dia.

Também produz insumos químicos, como eteno e propeno, usados por outras indústrias na fabricação de diferentes materiais.

A empresa tem operações em países como Estados Unidos, Alemanha e México e tem a Petrobras como uma de suas principais acionistas.

A IG4 Capital adquiriu recentemente a participação da Novonor (ex-Odebrecht) na petroquímica. A Braskem enfrenta uma longa fase de dificuldades no setor e pode levar anos para superar os desafios herdados da gestão anterior, segundo a agência de notícias.

Além dos preços baixos no setor petroquímico, o caixa da Braskem foi pressionado pelos custos relacionados ao desastre provocado pela exploração de minas de sal em Alagoas.

O caso causou o afundamento do solo em bairros de Maceió e levou à remoção de milhares de moradores.

  • Braskem diz que vai pedir recuperação extrajudicial por dívida de R$ 56 bilhões.

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