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Mato Grosso do Sul

Rússia encerra eleição parlamentar em meio à guerra e denúncias da oposição

Pleito inclui áreas ucranianas ocupadas por Moscou, tem oposição limitada e termina sob uma onda de ataques de drones

4 min de leitura
Rússia encerra eleição parlamentar em meio à guerra e denúncias da oposição

A Rússia encerra neste domingo (20) sua primeira eleição parlamentar desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em 2022, em um processo marcado pela ausência de oposição efetiva às políticas do presidente Vladimir Putin, denúncias de irregularidades e votação em territórios ucranianos ocupados por Moscou.

O último dia do pleito também coincidiu com uma ofensiva de drones ucranianos contra o território russo. A votação começou na sexta-feira e envolve cerca de 111 milhões de eleitores.

Metade das 450 cadeiras da Duma Estatal, a câmara baixa do Parlamento, é preenchida pelo voto em partidos, enquanto as demais são disputadas individualmente em distritos eleitorais.

O pleito também foi realizado em Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia, regiões da Ucrânia que Moscou declarou anexadas em 2022, embora não controle integralmente esses territórios.

A anexação não é reconhecida internacionalmente. A votação também ocorre na Crimeia, tomada pela Rússia em 2014. A Ucrânia condenou a realização das eleições nesses territórios e pediu que outros países não reconheçam os resultados.

A União Europeia classificou a votação nas áreas ocupadas como uma violação do direito internacional. Oposição relata restrições O cenário eleitoral é marcado pela presença limitada de grupos contrários à guerra.

O partido liberal Iabloko, que criticou publicamente a invasão da Ucrânia, foi retirado da disputa por listas partidárias pelo Supremo Tribunal russo, permanecendo apenas com candidatos em algumas disputas distritais.

Outros políticos contrários à guerra foram presos ou deixaram o país antes da campanha, segundo o material. Iabloko e Partido Comunista também afirmaram que observadores foram impedidos de acompanhar a votação em determinados locais.

Entre as denúncias estão abertura de urnas lacradas, problemas de segurança nos locais de votação e recusa na entrega de cédulas de papel. As alegações não puderam ser verificadas de forma independente.

A Rússia não convidou observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). O governo russo acusa a entidade de adotar “dois pesos e duas medidas”, enquanto a organização afirma que a ausência do convite contraria compromissos assumidos pelo país.

Voto eletrônico registra problemas em Moscou O sistema eletrônico utilizado em Moscou também foi alvo de reclamações neste domingo. Ella Pamfilova, presidente da Comissão Eleitoral Central, afirmou que a estrutura sofreu ataques cibernéticos e atribuiu a ação a um dos partidos participantes da eleição, sem identificá-lo.

O veículo independente SotaVision, por sua vez, informou ter recebido relatos de falhas no registro eletrônico e de eleitores que não conseguiam obter cédulas de papel.

Leonid Volkov, aliado do falecido oposicionista Alexei Navalny, levantou a hipótese de que as falhas pudessem estar direcionando eleitores para o sistema eletrônico.

Trata-se de uma alegação que não foi comprovada. Grupos de oposição no exterior também organizaram manifestações. Russos residentes na Armênia e na Alemanha participaram de atos contrários à guerra durante a votação em representações diplomáticas.

Rússia relata ataque de mais de mil drones O último dia da eleição ocorreu em meio a uma ofensiva ucraniana contra território russo. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter derrubado 1.

110 drones ucranianos sobre o país, a Crimeia ocupada e o Mar Negro. Centenas teriam sido direcionados à região de Moscou. Segundo o governador regional Andrei Vorobyov, duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas na região de Moscou durante os ataques.

A ofensiva ocorre após meses de ataques ucranianos de longa distância contra refinarias de petróleo e outras estruturas dentro da Rússia, enquanto a guerra iniciada em fevereiro de 2022 continua.

A Ucrânia condenou a realização das eleições nesses territórios e pediu que outros países não reconheçam os resultados. A União Europeia classificou a votação nas áreas ocupadas como uma violação do direito internacional.

Iabloko e Partido Comunista também afirmaram que observadores foram impedidos de acompanhar a votação em determinados locais. Entre as denúncias estão abertura de urnas lacradas, problemas de segurança nos locais de votação e recusa na entrega de cédulas de papel.

Voto eletrônico registra problemas em Moscou.

Rússia relata ataque de mais de mil drones.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter derrubado 1. 110 drones ucranianos sobre o país, a Crimeia ocupada e o Mar Negro. Centenas teriam sido direcionados à região de Moscou.

Em números

  • A votação começou na sexta-feira e envolve cerca de 111 milhões de eleitores

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