Crédito: reprodução Uma placa que homenageia o Clube da Esquina, movimento musical surgido em Belo Horizonte e reconhecido por sua contribuição à música popular brasileira, teria sido alvo de depredação no bairro Santa Tereza, na região Leste da capital mineira.
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Na manifestação, o coletivo classificou o episódio como um desrespeito à memória cultural de Minas Gerais e pediu que a Prefeitura de Belo Horizonte e os órgãos competentes apurem o ocorrido e promovam a restauração da placa, além de adotarem medidas para proteger o espaço.
A esquina mais famosa do Brasil amanheceu manchada de vermelho. A esquina do Clube da Esquina, na Rua Divinópolis com Paraisópolis, em Santa Tereza BH. Onde Milton, Lô, Beto, Toninho, Márcio, Marilton e muito outros começaram a sonhar o Brasil que a ditadura tentava calar.
Onde nasceu um dos movimentos musicais mais importantes e mais bonitos da história desse país.
Amanheceu depredada. Pichada com tinta vermelha que escorre como sangue sobre as placas que contam nossa história. Isso não é ‘vandalismo’. Isso é falta de respeito com Minas, com a música brasileira, com a arte, com a memória.”.
Um marco ligado à história do Clube da Esquina.
A história do Clube da Esquina remonta à década de 1960, quando jovens músicos e compositores começaram a construir uma rede de amizades e parcerias artísticas em Belo Horizonte.
Entre os nomes associados ao movimento estão Milton Nascimento, Lô Borges, Márcio Borges, Beto Guedes, Toninho Horta, Wagner Tiso e Fernando Brant.
A sonoridade desenvolvida pelo grupo reuniu influências da Bossa Nova, Jazz, Rock e de diferentes tradições musicais brasileiras e internacionais. A combinação ganhou projeção nacional com o lançamento do álbum Clube da Esquina, em 1972, assinado por Milton Nascimento e Lô Borges.
Seis anos depois, o projeto teve continuidade com Clube da Esquina 2 (1978).
A placa em Santa Tereza se tornou ponto de referência para admiradores do movimento e visitantes interessados na história musical da capital mineira. O local funciona como um marco simbólico de uma trajetória artística que ultrapassou as fronteiras de Minas Gerais.
A gente lamenta muito o ocorrido! Confira a nota na íntegra do Coletivo Alvorada logo abaixo.
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