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Musica

Dia do Baterista: conheça 12 brasileiros que estão fazendo história no instrumento

Celebre este 20 de setembro com grandes nomes da música nacional

6 min de leitura
Dia do Baterista: conheça 12 brasileiros que estão fazendo história no instrumento

Para marcar a data, o TMDQA! selecionou 12 bateras brasileiros contemporâneos que você precisa conhecer. São nomes que fazem bonito em diferentes estilos e se destacam pela técnica e personalidade, além de mostrarem os próximos passos do instrumento no país depois de exportarmos gigantes como Iggor Cavalera e Eloy Casagrande, entre tantos outros.

12 brasileiros que você precisa conhecer no Dia do Baterista.

Da Bahia, Lorena Martins é um verdadeiro acontecimento da natureza com sua performance alegre, carismática e descontraída.

Formada em Música pela UFBA, é representante da ala contemporânea de artistas. Elétrica, efusiva e vibrante, chama a atenção por fazer o que poucos bateristas fazem: cantar e tocar ao mesmo tempo com naturalidade.

Tem repertório próprio e um espetáculo para chamar de seu dedicado a Rita Lee, no qual toca e canta. Integra as bandas Sambaiana e Monarka, e já fez parte da Jam Delas, banda de jazz formada por mulheres.

Thomaz Starace chamou a atenção da Modern Drummer e da brasileira Aramas, destaque no mercado de baquetas. Só isso já dá uma boa ideia do tamanho do cara.

Na contramão do hype de blast beats, pedal duplo e kits gigantes, sua praia é aliar técnica a uma abordagem old school, inventiva e com feeling que casam bem com o classic rock, blues, folk e Americana de sua banda StarAce.

Com Real, disco de estreia conduzido pelo mesmo produtor de Ozzy Osbourne, Aerosmith e Kiss, Thomaz fechará o ano com mais de 40 shows com a StarAce e uma passagem por Barcelona ao lado de Megadeth, Offspring e outros gigantes.

Julie Sousa é baterista carioca e fundadora da Hi Hat Girls, iniciativa pioneira que há mais de dez anos atua pela inserção de meninas e mulheres na bateria, com braços em diversas regiões do Brasil e centenas de musicistas apresentadas a esse instrumento ainda majoritariamente tocado por homens.

Baterista da extinta Mortarium, primeira banda de doom/death metal formada por mulheres no Brasil, Julie é multipremiada ativista cultural e referência em criar espaços para mulheres na música como a Treinam, programa de capacitação profissional direcionado a elas.

Gaúcho radicado na Noruega, Maurício Weimar, conhecido como Maurício Extreme Drums, se destaca pelo conteúdo digital e ensino de bateria.

Demétrius Locks chama atenção pela técnica, criatividade e pelo seu jeito engraçado, excêntrico e imprevisível de tocar. Nos vídeos, nunca se sabe muito bem o que pode acontecer: podem surgir até chamas na bateria que ele aproveita para brincar.

Leciona e pesquisa a aplicação de ritmos brasileiros na bateria, especialmente o maracatu, combinando com recursos de pedal duplo. É baterista da Vitalism, banda de metal instrumental pesada e técnica.

A paulista Cely Couto tem na experimentação um dos pilares de sua identidade e desafia o que tradicionalmente se espera de uma bateria ao explorar timbres, texturas, ruídos e possibilidades pouco convencionais do instrumento.

Ativa e respeitada no underground, tem no Cáustico, duo de noisy punk onde também canta, seu principal projeto, que recentemente lançou Banzeiro. Também integra o Ironias, banda de pegada indie e existencial que lançou Odisseia Emergente ao Fracasso em 2025.

De Salvador, Michelle Abu tem uma carreira longeva e 30 anos de estrada entre tambores, bateria e percussão. Começou na banda Didá e, desde então, transitou por tudo quanto é canto: música brasileira, rock, ritmos afro-baianos e experimentação.

Já tocou com Elza Soares, Arnaldo Antunes, Ira!, Pitty, Fresno e Karol Conká, e hoje está na banda de Paulo Miklos. Também passou pelas Mercenárias e segue com seu trabalho autoral; em 2026, lançou Qual é o Tambor.

Saído das entranhas de uma juventude grindcore, Thiago Sonho deu uma guinada e mergulhou de cabeça na black music, no soul, e no estudo das matrizes africanas da percussão.

Essa trajetória surpreendente fez dele uma referência quando o assunto é groove, ancestralidade e música negra. Chamou a atenção de Mano Brown e Tony Tornado e integrou a banda de ambos, levando uma combinação poderosa de ritmo, pesquisa e resistência que hoje também surge no trio Melanina Jazz.

Tornou-se uma referência para quem pensa a bateria também como território de identidade e cultura.

Thiago Caurio mantém sua sonoridade monstruosa mesmo quando o ritmo desacelera. É o que acontece no Trompas, banda de sludge que estreou este ano encabeçada pelo vocalista e guitarrista Wally (ex-CPM 22).

Um gênero de música arrastada em que Caurio mesmo assim não alivia.

Sua versatilidade também aparece no Atomic Elephant, trio instrumental de metal experimental em que transforma a bateria numa escola de samba de um homem só, conduzindo uma música cheia de peso, mudanças e complexidade.

Entre o denso e o vertiginoso, Caurio mostra que brutalidade pode assumir muitas formas.

Bruno Santin é dono de um currículo e reputação brilhantes na bateria. Chegou a ser apontado como um dos nomes que poderiam substituir Eloy Casagrande no Sepultura e isso resume tudo.

Ex-técnico de bateria do hoje batera do Slipknot, Santin já tinha familiaridade e preparação para atuar como reserva nas eventuais ausências do titular. A torcida e expectativa dos fãs não se confirmou e a vaga ficou com o norte americano Greyson Nekrutman.

Com forte presença digital, Santin hoje toca no Endrah.

Eduardo Schuler é um dos nomes que vêm se destacando na nova geração. É baterista de Nando Reis e da Colomy, banda que aposta em uma sonoridade influenciada pelo rock progressivo dos anos 1970 e que leva essa referência também para o jeito de se vestir e apresentar.

Schuler mistura groove, dinâmica e personalidade, com um jeito bem musical de tocar, comparado por alguns a grandes mestres como Keith Moon e Ginger Baker.

A gaúcha NICO, por coincidência, tem praticamente o mesmo nome de um dos bateristas mais consagrados do mundo: Nicko McBrain, do Iron Maiden. Mas a comparação para por aí: enquanto o inglês é uma referência do heavy metal, a nossa NICO transita por uma sonoridade mais contemporânea, entre o rock e o pop.

Ela segue junto de Pitty e esteve ao lado também de Zander e Karen Jonz. Com pegada, precisão e energia, vem construindo sua identidade e ampliando espaço para mulheres no instrumento.

Em 2026, ganhou ainda mais projeção ao se tornar a primeira baterista brasileira a tocar no Coachella, integrando a banda de Luísa Sonza.

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