Domingo, 20 de outubro, o Rio Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul, foi palco de uma conquista que ficou marcada na memória de Mayara Teodoro da Silva, 40 anos, empresária de Corumbá. Em uma pescaria em família, a 40‑anos fisgou pela primeira vez um dourado que mediu cerca de 1,05 metro e pesou 18 kg.
Um momento de emoção
Mayara contou que o peixe foi pego nos primeiros 30 minutos de pescaria, logo na primeira parada do grupo. "Foi muita emoção, um misto de alegria e nervosismo. Chorei muito. Fiquei nervosa e tremia", disse, revelando a intensidade do instante.
Após retirar o dourado da água, a empresária e a família decidiram encerrar a pescaria. "Quando peguei o peixe, paramos de pescar e fomos comemorar", acrescentou, descrevendo a celebração que se seguiu.
O "Rei do Rio" em destaque
O dourado, conhecido pelos pescadores como o "Rei do Rio", é uma espécie de grande valor ecológico e cultural. A captura de dourados está proibida em Mato Grosso do Sul há seis anos, com exceções apenas para pescadores profissionais, ribeirinhos e pesquisas autorizadas. A legislação prevê a prática de "pesque e solte" como única forma de captura permitida, visando à conservação da espécie.
O regulamento, que permanecerá em vigor até 31 de março de 2027, estabelece multas mais severas para quem violar a proibição. Um estudo técnico será conduzido para avaliar a situação dos cardumes e decidir se a restrição será mantida ou suspensa.
Próximos passos
Embora a captura de Mayara tenha sido considerada exceção, a ocorrência reforça a necessidade de monitoramento contínuo da espécie. A comunidade local e as autoridades ambientais aguardam os resultados do estudo técnico, que pode influenciar futuras políticas de manejo dos dourados no estado.
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