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Política

No Brasil, presidente de Moçambique defende transição energética “justa”

Daniel Chapo criticou exigências de descarbonização que restrinjam energia em países em desenvolvimento. Leia no Poder360

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O presidente de Moçambique, Daniel Chapo, defendeu nesta 2ª feira (21.set. 2026) uma transição energética “justa e inclusiva”, que permita aos países em desenvolvimento explorar seus recursos naturais para ampliar o acesso à energia e estimular a industrialização.

A declaração foi dada na abertura da ROG.e 2026, evento de energia realizado no Rio pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis). A cerimônia também teve a participação da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Também citou a produção de fertilizantes, que pode usar combustíveis fósseis como matéria-prima, e a geração de empregos como pontos cruciais para Moçambique. Segundo ele, o petróleo e, sobretudo, o gás natural –do qual Moçambique dispõe de grandes reservas – podem fazer parte de uma transição que Chapo classificou como “pragmática e responsável”, enquanto essas economias se desenvolvem.

O presidente também destacou a aproximação entre Brasil e Moçambique no setor. Ele citou a experiência brasileira em exploração em águas profundas, engenharia e logística offshore e disse querer ampliar a presença de empresas brasileiras no país africano.

Saudou ainda o memorando de entendimento entre a Petrobras e a ENH (Empresa Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique). O documento foi assinado em 2006. As empresas chegaram a atuar em pesquisas conjuntamente na costa do país africano.

Em novembro de 2025, a ENH afirmou que queria retomar e aprofundar a parceria. “BOCA ABERTA” Ao convidar empresas a investir no país, Chapo afirmou que Brasil e Moçambique são mercados de “boca aberta”, em referência à disposição dos 2 países para receber investimentos e explorar seus recursos energéticos.

Disse que Moçambique prepara novas áreas para pesquisa e exploração de petróleo e gás e busca parceiros e capital no exterior. “Queremos empresas brasileiras em Moçambique, mas queremos também empresas moçambicanas a crescer com empresas brasileiras.

Não procuramos apenas fornecedores. Procuramos parceiros”, afirmou. De acordo com o presidente, a experiência brasileira na exploração e produção de petróleo em águas profundas pode ser aplicável em seu país.

O jornalista viajou ao Rio a convite do IBP.

Daniel Chapo criticou exigências de descarbonização que restrinjam o desenvolvimento em países pobres.

O presidente disse que países africanos precisam conciliar a redução das emissões com a expansão do acesso à eletricidade e a industrialização. Também citou a produção de fertilizantes, que pode usar combustíveis fósseis como matéria-prima, e a geração de empregos como pontos cruciais para Moçambique.

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