O governo de Donald Trump sinalizou ao Kremlin que irá ampliar as concessões a Vladimir Putin em troca de uma negociação que possa colocar fim à Guerra da Ucrânia, iniciada pelo russo em fevereiro de 2022.
Nos recados que chegaram ao Kremlin após a visita do negociador Kirill Dmitriev a Trump, na quinta-feira passada (5), o americano está disposto até a retomar os termos que Putin havia imposto em um ultimato ao Ocidente no fim de 2021, que foi ignorado.
Segundo aquela proposta, além da perda territorial de quatro regiões ucranianas e da confirmação da neutralidade de Kiev, sem apoio da Otan, Putin ainda ganharia alguma forma de retirada de forças ofensivas da aliança militar liderada pelos EUA do Leste Europeu —no caso, os Estados Bálticos.
Em troca, o Kremlin fez saber que está disposto a algum cessar-fogo mesmo antes de um tratado de paz definitivo, o que poderia ocorrer já na primavera europeia, no fim de março de 2027.
Até aqui, a Rússia dizia só topar uma trégua final sob suas condições. Mas a pausa de combates em torno da cidade sitiada de Olechki, promovida pela primeira-dama Melania Trump, vem sendo citada com um exemplo que pode ser ampliado.
O cenário antecede a retomada das negociações diretas entre russos e ucranianos, mediadas pelos Estados Unidos em Abu Dhabi. Elas estão marcadas para esta terça (10) e quarta (11), e neste domingo (8) a França disse que deverá haver algum tipo de participação europeia.
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