O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desejou uma recuperação boa e rápida ao papa Leão 14 nesta quarta-feira (14), após o Vaticano divulgar que o pontífice retirou um tumor cancerígeno do pulmão direito em cirurgia realizada na terça-feira (13).
Leão já começou a caminhar pelo quarto do hospital Agostino Gemelli, em Roma, onde continua internado um dia após a cirurgia.
Segundo o Vaticano, o pontífice passou uma noite tranquila e se alimenta normalmente. "Exames de sangue e uma radiografia do tórax realizados nesta quarta apresentaram resultados pós-operatórios normais" afirmou a comunicação da Santa Sé, acrescentando que ele passou por fisioterapia respiratória.
O diagnóstico mergulhou a Igreja Católica em um período de incerteza. Os médicos estão fazendo mais exames para determinar se o câncer do pontífice pode ter se espalhado.
O republicano e o sumo pontífice católico têm vivido uma relação recheada de atritos, provocados por declarações de Trump com críticas a Leão, o primeiro papa americano.
Em março, durante a celebração do Domingo de Ramos, o papa declarou que "Deus rejeita as orações de líderes que fazem guerras", cujas mãos estão "cheias de sangue.
A frase foi dita um dia após o conflito no Irã, iniciado por ataques dos EUA e de Israel, completar um mês.
Este é o nosso Deus: Jesus, rei da paz, que rejeita a guerra, a quem ninguém pode usar para justificar a guerra", disse Leão 14 à multidão que assistia a ele na Praça de São Pedro.
Poucos dias depois, em abril, o presidente americano fez sua primeira declaração atacando diretamente o papa pela forma como criticava a política externa de seu governo.
Em sua rede, a Truth Social, Trump disse que Leão 14 era "fraco com a criminalidade e terrível para a política externa", além de sugerir que o papa deveria "se concentrar em ser um grande papa, não um político.
Um dia após a declaração, o pontífice respondeu que não tinha medo do governo Trump. Durante sua viagem de dez dias pela África, Leão 14 disse a jornalistas que "não é um político" e não queria debate com o presidente dos EUA.
Não acho que a mensagem do Evangelho deva ser abusada como alguns estão fazendo. Eu vou continuar a falar fortemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e o multilateralismo entre os Estados para encontrar soluções", declarou o papa.
Horas antes, o presidente americano havia afirmado em suas redes que Leão 14 somente foi escolhido para o cargo por ser americano. "Eles [a Igreja] acharam que seria o melhor modo de lidar com o presidente Donald J.
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