Ir para o conteúdo

Segunda-feira, 21 de setembro de 2026 | Corumbá - MS | 35°C Parcialmente nublado

Mundo

Estreito de Ormuz: Crise pode afetar empresas responsáveis por 70% do emprego global

Publicação de agência da ONU revela que a alta dos custos de energia, transporte e financiamento pode exercer pressão desproporcionada sobre empresas de menor d

2 min de leitura
Estreito de Ormuz: Crise pode afetar empresas responsáveis por 70% do emprego global

Publicação de agência da ONU revela que a alta dos custos de energia, transporte e financiamento pode exercer pressão desproporcionada sobre empresas de menor dimensão; risco da sua exclusão das cadeias de valor ameaça o crescimento inclusivo.

As perturbações no Estreito de Ormuz podem exercer uma pressão desproporcionada sobre as empresas de menor dimensão, responsáveis por 70% do emprego global e por 50% do Produto Interno Bruto, PIB, mundial.

A conclusão é de uma nova análise da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad. O estudo sublinha os impactos do aumento dos custos nas operações das pequenas e médias empresas.

A agência da ONU indica que, apesar de as perturbações comerciais serem transversais a todas as empresas, a capacidade de enfrentar choques comerciais e financeiros varia consoante a sua dimensão.

As companhias de maior dimensão conseguem distribuir os riscos entre fornecedores, mercados e fontes de financiamento. Em contrapartida, as menores dispõem de menos alternativas face à alta dos custos de energia, transporte e financiamento.

Este padrão foi verificado durante a pandemia de Covid-19, na qual as empresas de menor dimensão registaram quebras de vendas geralmente mais acentuadas, sobretudo nos países em desenvolvimento.

A análise da Unctad sublinha que estas empresas enfrentam o risco de exclusão das cadeias de valor, o que as impede de participar nos mercados internacionais, mesmo quando os volumes globais do comércio recuperam.

Para enfrentar este desafio crescente, a análise destaca a necessidade de garantir, simultaneamente, o fluxo comercial mundial e o acesso das empresas menores aos mercados globais.

De acordo com a Unctad, esta necessidade inclui uma monitorização mais próxima da participação das empresas no comércio, bem como um acesso mais robusto a financiamento comercial, liquidez e fundo de maneio.

O apoio público também pode ajudar a melhorar o acesso a uma logística fiável e acessível, além de alargar o acesso à informação de mercado e a outros serviços empresariais, particularmente nas economias em desenvolvimento.

O reforço da produtividade e da competitividade das empresas menores pode ajudá-las a diversificar as suas relações com fornecedores e clientes, protegendo os postos de trabalho e reforçando a sua resiliência face a desafios futuros, conclui a análise.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Mundo
Esportes — imagem padrão
Esportes

Mais do que só dinheiro nos pés

Boa parte delas produz no polo calçadista de Novo Hamburgo (RS) os tênis que são vendidos no Brasil, mas sobressaltos tarifários e cambiais podem mudar a cena. Várias têm plantas industriais na Ásia, de onde vêm 9 de cad

Em Esportes