Se consumir é um ato político, faríamos boa política pensando nos empregos e no bem-estar que as marcas que consumimos promovem. E, no caso das esportivas gringas que fabricam aqui, o quanto reinvestem no Brasil.
Boa parte delas produz no polo calçadista de Novo Hamburgo (RS) os tênis que são vendidos no Brasil, mas sobressaltos tarifários e cambiais podem mudar a cena. Várias têm plantas industriais na Ásia, de onde vêm 9 de cada 10 pares produzidos no mundo.
A coisa se complica ainda mais em empresas de capital aberto cujo grande gestor é o interesse de acionistas sem rosto. "We are only in it for the money", como cravou lá atrás Frank Zappa.
Mas defender o empresariado brasileiro é dureza: quem troca parte do lucro por justiça social ou por preocupação ambiental? Quem deixa de endossar líderes políticos aloprados.
Quem de fato faz algo para funcionários, comunidades do entorno e pessoas impactadas em vez de apenas embelezar seus relatórios anuais.
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