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Argentina é o país mais alinhado aos EUA, diz enviado de Trump

Declaração ocorre dois dias após embaixador condicionar apoio de Washington à continuidade da direita no país

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O vice-secretário de Estado americano, Christopher Landau, afirmou na quinta-feira (22) que a Argentina é atualmente o país mais alinhado aos Estados Unidos. A declaração foi dada em Buenos Aires, última parada de uma viagem do funcionário de Donald Trump à América do Sul.

Acredito que não há outro país em todo o mundo com o qual estejamos tão alinhados quanto com o governo da Argentina", disse ele durante uma entrevista coletiva na sede do Ministério das Relações Exteriores argentino, onde se reuniu com Pablo Quirno, chanceler do governo de Javier Milei.

O número dois da pasta comandada por Marco Rubio disse ainda que a Argentina tem recursos para ser uma "superpotência econômica". E continuou: "Somos muito gratos ao governo atual e esperamos que possamos continuar neste caminho de mais investimento, mais prosperidade e de criação de um ciclo muito positivo.

A fala ocorre dois dias após Peter Lamelas, embaixador americano em Buenos Aires, condicionar o apoio dos EUA à continuidade de um governo de direita no país. O funcionário discursava a empresários em Neuquén, cidade no centro da Argentina.

A lógica faz parte de uma estratégia mais ampla de Trump na América Latina, região que nos últimos meses passou por uma onda de vitórias da direita e da ultradireita —algumas delas apoiadas pelo republicano, embora a efetividade do respaldo seja indefinida.

Há um ano, em outubro de 2025, o Milei teve ajuda de Trump para alcançar uma surpreendente vitória nas eleições legislativas. Naquele mês, seu partido, o A Liberdade Avança, enfrentou uma eleição em meio a queda do peso argentino e um novo escândalo envolvendo um aliado do ultraliberal, mas conseguiu 64 das 127 cadeiras em jogo na Câmara dos Deputados e 13 das 24 disputadas no Senado.

Duas semanas antes da votação, Milei foi até a Casa Branca em busca de apoio, e os argentinos ouviram Trump ameaçar a parceria entre os dois países. "Se Milei não ganhar, não seremos generosos com a Argentina", disse o americano a jornalistas em frente ao homólogo.

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