Ao todo, a organização preparou 15 anúncios em português, direcionados a brasileiros com idade para votar. Apenas um era neutro, enquanto os outros 14 apresentavam conteúdos relacionados à deslegitimação das eleições, ataques a adversários e instituições ou defesa de soluções autoritárias.
Segundo a Anistia, sete anúncios continham alegações enganosas sobre candidatos e instituições eleitorais, enquanto outros sete apresentavam informações falsas capazes de interferir na votação, como dados incorretos sobre quando ou como votar.
Todos foram programados para uma data futura e cancelados antes da veiculação, evitando que o conteúdo fosse disponibilizado ao público.
Oito anúncios passaram pelo sistema.
Para a diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, o resultado levanta dúvidas sobre a capacidade de moderação da plataforma.
Os anúncios foram enviados a partir de Londres, sem utilização de VPN para ocultar a localização, outro ponto citado pela organização como motivo de preocupação com a possibilidade de interferência externa no debate eleitoral.
Procurada pela Agência Brasil, a Meta afirmou que o levantamento utiliza uma amostra pequena de anúncios e destacou que nenhum deles foi efetivamente publicado ou visualizado por usuários.
A empresa declarou ainda que seu processo de análise possui diferentes etapas de detecção antes e depois da publicação e afirmou investir recursos para proteger as eleições brasileiras de 2026.
As regras eleitorais determinam que plataformas que permitem conteúdo político devem adotar medidas para reduzir a circulação de informações notoriamente falsas ou gravemente descontextualizadas.
A regulamentação também estabelece a retirada, sem necessidade de ordem judicial, de conteúdos falsos que ataquem a integridade do sistema eletrônico de votação.
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Fontes
Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.