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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Lulinha processa vice de Flávio Bolsonaro por vídeo feito com IA

Defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirma que publicação de Alfredo Gaspar ultrapassa a crítica política ao associá-lo a crimes

3 min de leitura
Lulinha processa vice de Flávio Bolsonaro por vídeo feito com IA

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entrou na Justiça contra o deputado federal Alfredo Gaspar, vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, por causa de um vídeo produzido com recursos de inteligência artificial.

Segundo a defesa, o conteúdo associa a imagem de Fábio Luís a práticas criminosas e ultrapassa os limites da crítica política. A ação faz parte de uma ofensiva judicial contra publicações divulgadas nas redes sociais.

Além de Gaspar, Lulinha também acionou o senador Flávio Bolsonaro e Romeu Zema por vídeos que, segundo seus advogados, utilizam inteligência artificial, animações e montagens para relacioná-lo a corrupção e outros crimes.

No caso de Alfredo Gaspar, o material apresenta Lulinha como “estrela da corrupção” e utiliza imagens, edição e recursos de IA em uma narrativa sobre supostos crimes.

O advogado Marcelo Pacheco afirma que o vídeo retira imagens e fatos de contexto e cria uma associação entre Fábio Luís e condutas ilícitas. A defesa também questiona o uso da expressão “eles roubaram” e sustenta que a publicação apresenta acusações como se fossem fatos.

Vídeo de Flávio cita fraudes no INSS A ação apresentada contra Flávio Bolsonaro envolve o vídeo chamado “Missão localizar Lulinha”, também produzido com inteligência artificial.

De acordo com a defesa, o conteúdo mistura uma fotografia real de Fábio Luís com imagens criadas digitalmente e o insere em uma narrativa relacionada às fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Os advogados argumentam que a publicação sugere participação de Lulinha em desvios de recursos sem, na avaliação da defesa, apresentar base factual que sustente essa conclusão.

Fábio Luís é alvo de investigações da Polícia Federal envolvendo suspeitas de tráfico de influência, mas a existência de investigações não representa comprovação de culpa.

Zema também é alvo de ação O terceiro processo citado pela defesa envolve conteúdos publicados por Romeu Zema. As ações questionam os vídeos intitulados “Os Intocáveis” e “A casa caiu”.

Segundo os advogados de Lulinha, as produções utilizam animações e montagens para colocar a imagem dele em narrativas relacionadas a investigações, esquemas ilícitos e práticas criminosas.

A defesa sustenta que ferramentas de inteligência artificial podem produzir cenas e representações que não ocorreram, mas que podem ser interpretadas pelo público como reais.

Os advogados afirmam ainda que as ações não pretendem impedir críticas políticas, sátiras ou manifestações de adversários. O argumento é que existe diferença entre crítica e a atribuição de crimes sem comprovação.

Entre os pedidos apresentados à Justiça estão a retirada dos vídeos das redes sociais e a proibição de novas publicações semelhantes envolvendo a imagem de Fábio Luís.

A disputa ocorre em pleno período eleitoral. Alfredo Gaspar foi escolhido em agosto como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro.

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Fontes

Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • A Críticalink