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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Pouca chuva faz pedras aparecerem e água sumir em trecho do Segredo

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Pouca chuva faz pedras aparecerem e água sumir em trecho do Segredo

Perto da nascente, pedras ficam expostas no leito; especialista diz que a redução é esperada no período seco.

Pedras expostas, pequenas lâminas de água entre o cascalho e trechos do leito quase descobertos marcam a paisagem do Córrego Segredo neste fim de agosto, na região do bairro Mata do Segredo, em Campo Grande.

A imagem pode causar estranhamento, mas, segundo o engenheiro ambiental e pesquisador Antônio Carlos Silva Sampaio, a redução da vazão é esperada nesta época do ano, quando as chuvas são escassas e algumas nascentes podem ficar mais secas temporariamente.

O Córrego Segredo, em Campo Grande, apresenta baixo nível d'água neste fim de agosto, com pedras e cascalho expostos. Segundo o engenheiro Antonio Sampaio, a redução é natural na estiagem, quando nascentes ficam mais secas.

A vazão deve diminuir até outubro e se recuperar com as chuvas. O Cemtec prevê chuvas acima da média entre agosto e outubro, mas com distribuição irregular e temperaturas elevadas.

No trecho próximo ao cruzamento das ruas Veridiana e Heráclito de Figueiredo, a vegetação permanece densa nas margens, enquanto a água ocupa apenas parte do leito.

As imagens mostram pedras, cascalho e sedimentos expostos, além de pontos dos barrancos com solo aparente e raízes à mostra.

Sampaio explica que o trecho fica próximo à região das nascentes e é naturalmente mais raso. À medida que avança pela área urbana e recebe outras contribuições, o Segredo ganha volume.

Segundo o pesquisador, a vazão ainda pode diminuir nas próximas semanas e tende a se recuperar com o retorno mais regular das chuvas, entre outubro e novembro. Em novembro e dezembro, o volume de água deve aumentar.

Embora Campo Grande tenha enfrentado nas últimas semanas períodos de umidade relativa do ar abaixo de 20%, a qualidade do ar tem melhorado. O I (Índice Padronizado de Precipitação), usado para monitorar as condições de seca, indicou atenuação da estiagem em julho.

Para o trimestre de agosto a outubro, a previsão aponta tendência de chuvas ligeiramente acima da média histórica em Mato Grosso do Sul, mas o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) alerta que a distribuição deve permanecer irregular.

As temperaturas tendem a ficar acima da média, com possibilidade de ondas de calor mais frequentes. Há ainda cerca de 90% de probabilidade de ocorrência de El Niño forte ou muito forte entre agosto e outubro.

Lençol freático - O especialista explica que a redução do nível do córrego está diretamente relacionada ao ciclo das chuvas, pois quando chove, parte da água infiltra no solo e alimenta o lençol freático, que ajuda a manter a vazão dos cursos d'água nos períodos sem precipitação.

Durante a estiagem, a recarga diminui e, à medida que o nível subterrâneo baixa, reduz-se também sua contribuição para o córrego.

Nem toda chuva, porém, produz o mesmo efeito. O pesquisador afirma que as precipitações menos intensas e prolongadas favorecem a infiltração. Já os temporais de curta duração lançam grande quantidade de água em pouco tempo e podem elevar rapidamente o nível dos córregos.

Segundo Sampaio, nas áreas urbanizadas, a impermeabilização do solo intensifica esse processo. Ruas, calçadas e outras superfícies impedem parte da infiltração e fazem a água escoar rapidamente para os cursos d'água, contribuindo para transbordamentos.

Seca e transbordamento - Para quem vive na região, aposentada Deja Melo, de 72 anos, o contraste faz parte da rotina. Moradora do Estrela do Sul, ela conta que, durante chuvas fortes, a água chega a transbordar, alagando o asfalto.

Fato que prejudica a passagem de pedestres e veículos.“O problema aparece mesmo quando acontece uma chuva muito pesada.”.

A moradora considera normal encontrar o Segredo mais baixo nesta época. “Estamos em agosto, então é esperado que esteja mais baixo. Quando vier um temporal, ele vai encher novamente.”.

O pedreiro Elton Alves, de 55 anos, afirma que tem percebido a redução das águas. “O córrego costuma ficar um pouco mais cheio e, quando está com mais água, aparecem até mais tartarugas e outros animais por aqui”.

Elton diz não saber a causa da situação e evita fazer uma afirmação conclusiva. “Não sei dizer exatamente por que ele está nessa situação, porque essa não é a minha área.

Acredito que possa estar relacionado ao clima e a essas mudanças que estamos percebendo.”.

Das nascentes ao Anhanduí - O Córrego Segredo é formado por nascentes localizadas na região norte de Campo Grande, parte delas protegida pelo Parque Estadual Matas do Segredo.

Segundo o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), mais de 30 vertentes se unem ainda no interior da unidade de conservação para formar o curso d'água.

O Segredo segue pela área urbana em direção ao centro e, na altura do Horto Florestal, encontra o Córrego Prosa. Da confluência dos dois nasce o Rio Anhanduí, que integra a rede de drenagem da Capital.

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Fontes

Informação baseada em material público de Campo Grande News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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