0x Trecho da Ponte João Wenceslau Leite de Barros que caiu no Rio Taquari, na MS-168, ao fundo; a Agesul contratou a reconstrução de 36 metros. Imagem de arquivo.
- A ligação terrestre entre o Pantanal do Paiaguás e da Nhecolândia será restaurada após contratação da Ecopontes Sistemas Estruturais Sustentáveis.
- O contrato de R$ 7,3 milhões prevê a reconstrução de 36 metros da ponte sobre o Rio Taquari, na MS-168, em Corumbá, com prazo de 180 dias.
- A ponte João Wenceslau Leite de Barros cedeu em agosto durante a passagem de uma carreta, resultando na morte do motorista.
- Uma segunda empresa, Modulus Consultoria e Engenharia, foi contratada para inspecionar e recondicionar o restante da estrutura da ponte.
- As contratações foram feitas por dispensa de licitação, amparadas por decreto de emergência devido ao colapso da estrutura.
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A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) contratou a Ecopontes Sistemas Estruturais Sustentáveis para fazer o projeto e reconstruir o trecho de 36 metros da ponte sobre o Rio Taquari, na MS-168, em Corumbá.
A contratação foi publicada no Diário Oficial do Estado na sexta-feira, 2 de outubro, e tem o número 142/2026. Na terça-feira (6), a Agesul designou três servidores para acompanhar a obra: um gestor do contrato e dois engenheiros civis como fiscais, responsáveis por conferir o serviço antes de cada pagamento.
Uma ligação que faz falta no Pantanal.
A Ponte João Wenceslau Leite de Barros, de concreto e concluída em 2009, fica no trecho da MS-168 que liga a MS-423 à MS-214. Parte dela cedeu na manhã de quinta-feira, 13 de agosto, durante a passagem de uma carreta.
O motorista, um caminhoneiro de 49 anos, morreu, e o passageiro sobreviveu. O caminhão só foi retirado do rio 20 dias depois.
Desde então, quem vive, trabalha ou transporta gado na região precisa dar a volta. A orientação do governo é retornar pela MS-423 no sentido norte e seguir pela MS-214 até a BR-163 no sentido sul.
A cidade mais próxima da ponte é Coxim, a cerca de 115 quilômetros.
A reconstrução é uma parte do trabalho. A ponte tem 192 metros de vão, e o restante da estrutura também está sendo avaliado. Em setembro, a Agesul contratou a Modulus Consultoria e Engenharia para fazer uma inspeção especial e o projeto de recondicionamento da ponte inteira.
Na prática, enquanto uma empresa projeta e ergue o trecho novo, a outra verifica se os outros 156 metros estão em condições de continuar recebendo o tráfego pesado da região.
A Ecopontes não é estreante em obras do Estado. A empresa já recebeu pagamentos da Agesul neste ano pela construção de uma passarela de pedestres na MS-156, segundo empenhos publicados no Diário Oficial.
As duas empresas foram contratadas por dispensa de licitação, modalidade que a Lei 14. 133/2021 permite em emergências que não podem esperar os meses de uma concorrência.
A base é o Decreto “E” nº 61, de 1º de setembro, que reconheceu situação de emergência por 180 dias em Corumbá, Ladário e Coxim por causa da queda da ponte, classificada como colapso de estrutura civil.
O decreto autoriza todos os órgãos estaduais a atuarem na resposta, na reabilitação e na reconstrução.
13 de agosto: trecho da ponte cede durante a passagem de uma carreta.
1º de setembro: governo decreta situação de emergência em Corumbá, Ladário e Coxim por 180 dias.
24 de setembro: Agesul designa fiscais do contrato de inspeção com a Modulus.
2 de outubro: Diário Oficial publica a contratação da Ecopontes para a reconstrução.
6 de outubro: Agesul designa gestor e dois engenheiros civis para fiscalizar a obra.
Dispensa de licitação por emergência: contratação direta prevista na Lei 14. 133/2021 para situações que não podem esperar uma concorrência. O contrato tem prazo máximo de um ano.
Situação de emergência: reconhecimento oficial de desastre que permite ao governo agir mais rápido nas ações de resposta e reconstrução.
Fiscal do contrato: servidor responsável por acompanhar a obra e atestar o que foi feito antes de cada pagamento.
Fonte: Diário Oficial de Mato Grosso do Sul (Decreto “E” nº 61/2026 e atos da Agesul) e orientação de rotas divulgada pelo governo do Estado.
Em números
- Ponte do Rio Taquari, no Pantanal, terá trecho refeito em 180 dias por R$ 7,36 milhões
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