Assim como uma torneira pinga após ser fechada, algumas gotas de urina podem escapar depois de urinar e acabarem na cueca.
Segunda-feira, 26 de Outubro de 2026, 16h:57 - A | A.
Alguns hábitos transmitidos de geração em geração são mantidos sem questionamentos. São práticas que repetem padrões observados ao longo do tempo, muitas vezes sem que se pense sobre o motivo.
Dessa forma, há tempos os homens vêm sacudindo o pênis após urinar, antes de guardá-lo. No entanto, a prática não é suficiente para eliminar as últimas gotas de urina que permanecem na uretra e acabam pingando na roupa íntima, deixando a região úmida.
O médico explica que sacudir o pênis não remove completamente o conteúdo retido e orienta como o homem deve se secar para evitar que o xixi pingue na cueca.
O especialista também alerta para outro hábito comum: urinar com pressa, retirando apenas o pênis para fora da calça enquanto a cueca permanece no meio, pressionando a uretra.
A higiene íntima também tem um papel importante na prevenção de problemas de saúde. No Brasil, o câncer de pênis tem incidência de 1,3 caso por 100 mil habitantes e representa cerca de 2% dos tumores que afetam a população masculina.
Entre os fatores associados ao câncer de pênis estão a higiene íntima inadequada, a fimose e a infecção pelo HPV. Quando a limpeza é insuficiente, pode ocorrer o acúmulo de esmegma, secreção formada por células mortas, oleosidade e outros resíduos, sob o prepúcio.
Por isso, manter uma rotina de higiene íntima é uma medida simples de cuidado com a saúde. A recomendação é lavar diariamente o pênis com água e sabonete, incluindo a glande.
A fimose, caracterizada pelo estreitamento do prepúcio, pele que recobre a glande, pode dificultar a retração e consequentemente a higienização. Homens que apresentam dificuldade persistente para retrair o prepúcio devem procurar avaliação médica.
A higiene íntima masculina não precisa ser complicada e deve ser incorporada à rotina diária, conforme destaca o Dr. Paulo. “Durante o banho, o pênis deve ser lavado com água e sabonete, com atenção à glande e à região sob o prepúcio.
A pele deve ser retraída suavemente, sem forçar, para permitir a limpeza das áreas que ficam protegidas. Depois, é importante enxaguar bem para remover resíduos de sabonete e secar cuidadosamente a região, evitando que a umidade permaneça na pele e favoreça a proliferação de fungos”, afirma.
A limpeza também deve ser feita após relações sexuais e masturbação. O objetivo é remover suor, secreções, células mortas e outros resíduos que possam permanecer na região.
A recomendação, porém, não é exagerar: esfregar com força ou utilizar produtos agressivos pode irritar e ressecar a pele. Depois da lavagem, a região deve ser bem seca antes de vestir a roupa íntima.
Especialista em cirurgia reconstrutiva peniana, com foco no tratamento da Doença de Peyronie e na implantação de próteses penianas em casos desafiadores e complexos.
Formado pela USP, onde concluiu residência médica e doutorado, complementou sua formação em centros internacionais de excelência, como a Mayo Clinic e a Cleveland Clinic Foundation.
Ao longo de sua carreira, tem se dedicado ao avanço técnico-científico da urologia reconstrutiva, realizando centenas de procedimentos, incluindo cirurgias ao vivo apresentadas em universidades e congressos internacionais.
Já proferiu mais de 100 palestras e participou ativamente como debatedor em eventos científicos de destaque.
É autor e coautor de mais de 50 publicações, entre artigos científicos e capítulos de livros, com contribuições relevantes para a padronização e o refinamento das técnicas cirúrgicas aplicadas à saúde sexual masculina.
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Em números
- No Brasil, o câncer de pênis tem incidência de 1,3 caso por 100 mil habitantes e representa cerca de 2% dos tumores q
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