Trata-se de um tributo fonográfico dos dois instrumentistas cariocas ao compositor mineiro Ary Barroso (7 de novembro de 1903 – 9 de fevereiro de 1964), cuja obra é um dos pilares da música brasileira feita dos anos 1930 aos anos 1950 antes da ruptura estética provocada pela revolução da Bossa Nova – movimento, aliás, que abraçou Ary através de João Gilberto (1931 – 2019) e Tom Jobim (1927 – 1994).
Gravado com participação do guitarrista Leo Amuedo, o álbum “É luxo só – Cristovão Bastos e Mauro Senise tocam Ary Barroso” traz no repertório os sambas “Aquarela do Brasil” (1939), “Morena Boca de Ouro” (1941) e “Na Baixa do Sapateiro” (1938), além da música-título “É luxo só” (Ary Barroso e Luiz Peixoto, 1957).
Outra faixa do tributo de Cristovão e Senise a Ary é “No rancho fundo” (1931), originalmente um samba-canção que migrou para o universo sertanejo ao longo dos anos por causa da temática ruralista da letra escrita por Lamartine Babo (1904 – 1963) para a melodia sublime de Ary Barroso, letrada originalmente pelo desenhista J.
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