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Editorial Verificado pela ULTRA

Especial ULTRA: g1 completa 20 anos — a escola que inspira o jornalismo digital no Brasil

Do lançamento em 18 de setembro de 2006 ao maior portal de notícias do país: história, marcos e o que a redação do ULTRA NOTÍCIAS admira e leva como referência.

5 min de leitura
Especial ULTRA: g1 completa 20 anos — a escola que inspira o jornalismo digital no Brasil
g1 / Globo

Brasil — Nesta sexta-feira, 18 de setembro de 2026, o g1 completa 20 anos. Para o ULTRA NOTÍCIAS, a data não é só um aniversário de concorrente: é o marco de uma escola de jornalismo digital que ajudou a definir o que o brasileiro espera de um portal de notícias — velocidade com responsabilidade, clareza com profundidade, presença nacional com linguagem da internet.

Esta matéria especial registra os fatos da trajetória e, de forma explícita, a admiração da nossa redação. Sem o g1, o mapa do jornalismo online no Brasil seria outro. Sem essa referência, o Ultra também.

Como tudo começou

O g1 entrou no ar em 18 de setembro de 2006 — uma segunda-feira, sem alarde, com chamada na home do portal digital da Globo. À noite, o Jornal Nacional apresentou o site ao país: informação e imagens do que estava acontecendo no momento, “quase instantânea”.

A aposta era ousada. Em 2006, cerca de 32 milhões de brasileiros acessavam a internet (IBOPE/NetRatings); banda larga ainda era limitada; o iPhone sequer havia sido lançado. Mesmo assim, a Globo decidiu criar a primeira iniciativa de conteúdo jornalístico pensada de ponta a ponta para o digital, com redação própria dedicada à cobertura em tempo integral — algo que os sites de telejornais e a própria estrutura digital da empresa ainda não tinham estruturado nesse formato.

O projeto uniu o Jornalismo da TV Globo (então sob Carlos Henrique Schroder) e a equipe digital liderada por Juarez Queiroz. Álvaro Pereira Jr., vindo do Fantástico, liderou a montagem da equipe. Nomes como Márcia Menezes e Renato Franzini ajudaram a tirar o site do papel. A equipe treinou “no escuro” em agosto — chegou a furar notícia que ninguém viu — e atrasou a estreia para redesenhar a home de 800 para 1024 pixels, antecipando monitores maiores.

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Por que se chama g1

Antes de ser marca, G1 era o codinome do protótipo de jornalismo. G2 era esporte (hoje ge); G3, entretenimento. Houve discussão no Conselho — chegou a se falar em “Globo Notícia” — e venceu o nome curto, moderno, digital. Em 2021 a grafia passou a privilegiar o “g1” em minúsculas, mas a identidade permaneceu: imediato, reconhecível, de um clique.

Timing e batismo de fogo

O lançamento caiu duas semanas antes das eleições presidenciais de 2006. Onze dias depois, em 29 de setembro, a queda do voo da Gol na Amazônia (154 mortos) exigiu cobertura intensa — um dos primeiros testes de fôlego do portal. Em poucos anos, o g1 se tornou sinônimo de notícia na internet; em 2008, assumiu a liderança de audiência entre portais de notícias no Brasil.

Hoje, segundo dados institucionais do próprio veículo, ultrapassa 55 milhões de usuários/mês (Comscore), mantém redações em todos os estados, apps e presença forte nas redes. O boletim g1 em 1 minuto, na TV Globo desde 2015, selou a ponte entre o digital e a tela aberta.

O que o ULTRA NOTÍCIAS admira

Admiramos o g1, em primeiro lugar, pela coragem de apostar cedo. Enquanto muita redação ainda tratava a web como “espelho” do impresso ou da TV, o portal nasceu com DNA próprio: atualização contínua, linguagem clara, multimídia e escala nacional.

Admiramos a credibilidade construída na urgência. Agilidade sem abrir mão de precisão é o equilíbrio mais difícil do jornalismo digital — e o g1 transformou isso em hábito de mercado. O leitor brasileiro passou a medir outros sites por esse padrão: “já saiu no g1?”

Admiramos a capilaridade. Estar em todos os estados, dialogar com afiliadas e ainda dialogar com a grade da TV mostrou que portal de notícias não é só home page: é ecossistema. Isso inspira o Ultra a pensar Corumbá, o Pantanal e o Mato Grosso do Sul com o mesmo rigor que cobrimos Brasil e mundo.

Admiramos, por fim, a capacidade de se reinventar — do monitor de 1024 pixels ao smartphone, do plantão ao vídeo, do texto ao áudio — sem abandonar o básico: título honesto, fato checado, serviço ao leitor.

O que nos inspira no dia a dia

  • Agilidade com responsabilidade — publicar rápido, corrigir rápido, nunca inventar.
  • Clareza acima do jargão — a notícia precisa ser entendida na primeira leitura.
  • Capa e chamada que respeitam o fato — o clique não pode mentir sobre o conteúdo.
  • Presença local com visão nacional — o g1 mostrou que o Brasil cabe no digital; o Ultra aplica isso na fronteira e no Pantanal.
  • Inovação a serviço do jornalismo — tecnologia (inclusive inteligência artificial, no nosso caso) como ferramenta de produção e verificação, nunca como desculpa para conteúdo vazio.

No ULTRA NOTÍCIAS, o lema “Inteligência que informa” dialoga com essa herança: usar o melhor da tecnologia e da apuração para informar com inteligência — no mesmo espírito de quem, há 20 anos, apostou que a notícia na internet podia ser tão séria quanto a da TV, e mais rápida.

Parabéns, g1

Vinte anos depois, o g1 não é só o maior portal de notícias do país: é referência obrigatória para quem faz jornalismo digital no Brasil. O Ultra Notícias reconhece essa liderança com respeito profissional e gratidão formativa. Continuamos distintos no tom, na geografia e na missão local — mas caminhamos na mesma avenida que o g1 ajudou a asfaltar: informação pública, acessível e em tempo real.

Parabéns aos jornalistas, editores, desenvolvedores e leitores que construíram essas duas décadas. Que venham as próximas — com a mesma inquietação de 2006.

Redação ULTRA NOTÍCIAS — matéria especial, 18 de setembro de 2026.

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