O preço do commodity está em um movimento de alta desde a semana passada, quando houve uma intensificação dos ataques dos houthis, grupo do Iêmen aliado do Irã, a pontos estratégicos da Árabia Saudita como refinarias e aeroportos.
Além disso, as conversas pela paz na região não evoluíram nos últimos dias.
Os preços do gás natural na Europa saltaram mais 4% também, acumulando alta de quase 30% apenas neste mês. "É certamente um mercado tenso", afirmou Kit Juckes, chefe global de estratégia cambial do Société Générale.
O preço do petróleo não para de subir... e estamos diante de uma correção inevitável no setor de tecnologia após sua enorme disparada; por isso, é realmente difícil entender por que o dólar não está mais alto.
A recente disparada do preço do petróleo ameaça causar novos danos à economia global, justamente quando se intensificam as preocupações com a sustentabilidade do boom da IA e a liquidação dos títulos públicos franceses.
A Nasdaq fechou em queda de 2,9% na quinta-feira, depois que a previsão da Meta de gastos de capital muito acima das expectativas aprofundou a apreensão sobre se o histórico boom de investimentos em IA —cada vez mais financiado por dívida— traria retorno.
Isso desencadeou uma corrida por ativos de proteção que, na quinta-feira, levou os títulos do Tesouro dos EUA ao seu melhor desempenho diário desde 2023, reduzindo o rendimento dos papéis de dez anos em 0,19 ponto percentual, em meio à combinação dos temores relacionados à IA, de mais um dia de vendas nos mercados de títulos mais arriscados da zona do euro e da alta dos preços do petróleo.
As turbulências das últimas semanas [vieram] todas à tona de uma só vez", afirmou Jim Reid, do Deutsche Bank.
Com a estabilização dos mercados europeus e americanos na sexta-feira, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA de dez anos subiam 0,03 ponto percentual, para 4,98%, enquanto o rendimento dos Bunds alemães, considerados o ativo seguro da zona do euro, recuava 0,01 ponto, para 3,33%.
Os títulos franceses também se estabilizaram após dois dias de vendas intensas, com o rendimento dos papéis de dez anos caindo 0,03 ponto percentual, para 5,06%.
A diferença em relação à Alemanha pouco mudou, permanecendo em 1,7 ponto percentual —nível que, antes desta semana, não era alcançado desde a crise da dívida da zona do euro.
Com informações do Financial Times e da Reuters.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…