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Tarcísio diz que túnel do Anhangabaú deveria ter sido fechado antes de enchente: 'Houve alerta'

Governador afirmou que houve alerta da Defesa Civil na quarta-feira (14), mas a via não foi totalmente interditada antes do alagamento que deixou 26 carros e do

6 min de leitura
Tarcísio diz que túnel do Anhangabaú deveria ter sido fechado antes de enchente: 'Houve alerta'

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (15) que o Túnel do Vale do Anhangabaú, no Centro da capital, deveria ter sido fechado antes da enchente que deixou 26 carros e dois ônibus submersos na tarde de quarta-feira (14).

  • A água subiu em segundos': motoristas relatam desespero ao ficarem presos em enchente no túnel do Anhangabaú.
  • VÍDEO: chuva forte deixa 1 morto na cidade de SP; ruas viram rios, água invade túneis, estações do metrô e terminal de ônibus.
  • Lago do Parque Ibirapuera transborda após chuva, derruba grade e alaga vias nesta quarta.

A cerimônia marca o lançamento da Operação "El Nino", que pretende frear os impactos climáticos. O plano substitui a tradicional Operação Chuvas e amplia o monitoramento para além dos temporais, incluindo estiagens, ondas de calor, vendavais e incêndios florestais.

Ou seja, o monitoramento deixa de ser sazonal e passa a funcionar até o final de 2027.

A declaração ocorre um dia após o alagamento do túnel durante o temporal que atingiu a capital paulista. Na quarta, motoristas ficaram presos dentro da passagem subterrânea, onde a água subiu rapidamente e chegou a cobrir veículos.

Pessoas precisaram ser resgatadas depois que o nível da água baixou.

Anhangabaú registrou enchente em 1999, quando 160 veículos ficaram submersos; protocolo da CET prevê bloqueio preventivo do túnel.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), não estava presente no evento desta quinta. Mais cedo, ele declarou a jornalistas que o protocolo de reação ao alagamento "funcionou bem", atribuindo a enchente ao grande volume de chuva em um curto período de tempo.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) afirmou nesta quinta que começou a interditar o túnel às 15h48, quando bloqueou duas das quatro faixas no sentido Aeroporto, mesmo sem chuva no local.

Naquele momento, havia uma pequena lâmina de água no piso.

Segundo a companhia, às 16h as outras duas faixas foram bloqueadas, levando ao fechamento total da via. A entrada mais intensa de água ocorreu entre 16h07 e 16h10, quando o nível chegou a cerca de um metro.

Segundo a empresa, os agentes permaneceram no local durante a ocorrência e, às 16h18, começaram a orientar motoristas a sair pela contramão. A companhia afirmou que diversos veículos conseguiram deixar a passagem sem sofrer danos.

Também nesta quinta-feira, Ricardo Nunes afirmou que a água subiu mais de um metro em apenas três minutos e avaliou que o protocolo de resposta ao alagamento funcionou bem diante do volume de chuva.

Segundo a administração municipal, choveu 42 milímetros na região do Anhangabaú em cerca de 40 minutos, volume equivalente a 37% da média prevista para todo o mês de outubro na capital.

Nunes afirmou que não foi possível impedir a entrada de veículos no túnel antes da chuva mais intensa porque os carros já estavam na passagem durante o horário de pico.

A Prefeitura informou que as seis bombas instaladas no local funcionaram ininterruptamente, sem apresentar falhas, mas não conseguiram escoar a água na velocidade necessária diante do volume registrado.

Caminhões equipados com bombas de sucção também foram enviados para reforçar a operação.

Segundo a administração municipal, a inundação foi eliminada em aproximadamente uma hora.

As seis bombas instaladas no Túnel do Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo, funcionaram ininterruptamente durante o temporal de quarta-feira (14), mas não foram suficientes para impedir o alagamento que deixou 26 carros e dois ônibus submersos.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, os equipamentos não apresentaram falhas. No entanto, a capacidade de escoamento do sistema foi superada pelo volume de água que atingiu a região em um curto intervalo de tempo.

Em apenas 40 minutos, choveu no córrego do Anhangabaú o equivalente ao esperado para 11 dias de outubro. Foram registrados 42 milímetros de chuva, o correspondente a 37% dos 112 milímetros previstos para o mês inteiro na capital.

A força da água transformou o túnel em uma área completamente alagada. Imagens registradas por motoristas mostram veículos cobertos pela água até as janelas e pessoas tentando sair dos automóveis.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), as interdições do túnel começaram às 15h38, após a adoção do protocolo de Estado de Atenção para dias de chuva.

A prefeitura informou que o sistema de drenagem é monitorado 24 horas por dia, por meio de sensores e câmeras. Apesar disso, a quantidade de água que chegou ao túnel superou a capacidade de vazão das bombas.

Um caminhão de bombeamento emergencial foi mobilizado para reforçar a drenagem. Equipes de limpeza urbana também foram acionadas para atuar nos trechos em que o nível da água já havia baixado.

Após o recuo da água, as pessoas que ficaram presas no túnel foram resgatadas. Inicialmente, o Corpo de Bombeiros informou a existência de pelo menos quatro vítimas, sem detalhar o estado de saúde delas.

Prefeito Ricardo Nunes fala sobre forte chuva em SP.

O alagamento de quarta-feira não foi o primeiro a atingir o Túnel do Vale do Anhangabaú.

Em 2021, uma forte chuva também provocou o alagamento de uma das pistas no sentido Zona Sul. Em 1999, um episódio de grandes proporções deixou cerca de 160 veículos submersos na região, entre eles três ônibus.

Desde a década de 1980, diferentes intervenções urbanas e obras de drenagem foram realizadas ou anunciadas para tentar reduzir os alagamentos no entorno do vale.

Entre elas estão as obras de recuperação e ampliação das galerias do córrego Moringuinho, iniciadas em 2006, e a construção de novas galerias anunciada em 2007.

Mais recentemente, em maio de 2026, a Prefeitura de São Paulo divulgou uma proposta de intervenção no sistema de drenagem da região da Avenida Nove de Julho, com o objetivo de reduzir os alagamentos que atingem o Centro, incluindo o Vale do Anhangabaú.

Temporal provocou morte e transtornos na capital.

A chuva de quarta-feira também provocou alagamentos em outras regiões da cidade. Na Brasilândia, na Zona Norte, uma moradora morreu após a casa ser atingida por um deslizamento de terra.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), a estação meteorológica da Sé registrou 48,5 milímetros de chuva, o maior acumulado entre as estações do órgão.

Na Rede Telemétrica do Alto Tietê, o córrego Sapateiro, no Parque Ibirapuera, registrou 67,8 milímetros. O Parque da Aclimação acumulou 64 milímetros.

O temporal também foi acompanhado por fortes rajadas de vento, que chegaram a 88,9 km/h no Aeroporto de Congonhas, às 16h44.

A previsão é de mais chuva nesta quinta-feira (15). A Defesa Civil do estado alerta para a possibilidade de acumulados de até 80 milímetros na Grande São Paulo ao longo do dia.

Em números

  • O temporal também foi acompanhado por fortes rajadas de vento, que chegaram a 88,9 km/h no Aeroporto de Congonhas, às 16h44

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