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Sucessão familiar mantém propriedade em movimento e aproxima gerações

Em Concórdia (SC), família Casagrande concilia experiência, tecnologia e participação dos filhos para dar continuidade à produção rural.

6 min de leitura
Sucessão familiar mantém propriedade em movimento e aproxima gerações

Na propriedade da família Casagrande, em Barra do Tigre, interior de Concórdia (SC), o trabalho no campo faz parte da história de pelo menos três gerações. Sérgio Casagrande, 64 anos, nasceu na comunidade e começou a trabalhar com agricultura ainda na infância, acompanhando os pais e os dez irmãos.

Hoje, ao lado da esposa, Rosa Maria, 55 anos, conduz uma propriedade que reúne produção de leite, grãos e avicultura. O próximo capítulo dessa história já está em andamento, com a participação do filho Mateus, de 28 anos.

Associado à Cresol Desenvolvimento desde 28 de outubro de 2003, Sérgio acompanhou as mudanças da atividade rural e viu a propriedade se transformar ao longo dos anos.

A produção, que antes era mais concentrada em grãos, hoje tem o leite como uma das principais atividades, com a maior parte dos grãos destinada à alimentação dos animais.

A avicultura também integra a rotina da família, com lotes de aproximadamente 17 mil aves e uma média de seis lotes por ano, conforme os intervalos de produção.

A modernização trouxe equipamentos, novas formas de manejo e mais produtividade. Também aumentou o volume de trabalho. Para Sérgio, o crescimento precisa caminhar junto com a capacidade da família de manter a rotina da propriedade.

Se crescer, vai ter que contratar”, explica.

Uma escolha construída desde a infância.

Mateus cresceu acompanhando essa rotina. Desde pequeno, demonstrava interesse por máquinas, animais e lavoura. Sérgio lembra que, quando o filho ainda estava na escola, já preferia estar em casa, trabalhando com o trator.

A vontade de permanecer no campo foi se formando antes mesmo de qualquer conversa mais estruturada sobre sucessão.

A família tem três filhos, e Mateus é o sucessor que permanece na propriedade. A chegada de Yuri, filho do casal, há quatro meses, acrescentou uma nova geração à história.

Para Sérgio, saber que o filho pretende continuar na atividade também influencia a forma como a família pensa os investimentos.

As decisões de investimento são tomadas em conjunto pela família, considerando as necessidades da propriedade e as possibilidades de cada momento. A participação de todos também faz parte da rotina: Sérgio e Rosa, Mateus e Tainá dividem responsabilidades e acompanham as atividades que mantêm a produção em funcionamento.

Sérgio ainda enxerga espaço para ampliar a propriedade e agregar novas atividades. No entanto, a mão de obra é hoje uma das principais limitações. Parte dos serviços já é terceirizada, especialmente aqueles que exigem máquinas ou equipes específicas.

Um novo crescimento, segundo ele, poderá exigir a contratação de profissionais de fora.

A sucessão, na prática, não representa apenas a permanência de um filho na propriedade. Envolve dividir responsabilidades, avaliar investimentos e construir, aos poucos, uma forma de trabalhar que faça sentido para quem está hoje e para quem seguirá depois.

Experiência que abre caminho para o futuro.

Ao olhar para a trajetória da família, Sérgio e Rosa destacam o quanto a atividade rural mudou. O trabalho que antes exigia esforço físico intenso e estruturas mais simples hoje conta com equipamentos, tecnologia e melhores condições de manejo.

Para eles, parte do orgulho está justamente em ver os filhos trabalhando com mais comodidade do que a geração anterior teve.

A parceria com a Cresol também integra essa trajetória. Sérgio conta que, nos últimos anos, passou a concentrar na cooperativa as operações de crédito da propriedade.

Para ele, a relação é marcada pela proximidade, pelo atendimento e pela possibilidade de conversar sobre os investimentos antes de tomar decisões.

A renovação que mantém o campo em movimento.

A história da família Casagrande acompanha uma questão que está presente em muitas propriedades rurais brasileiras: como garantir a continuidade do trabalho entre gerações.

Segundo o Anuário Estatístico da Agricultura Familiar 2024, o Brasil possui aproximadamente 3,9 milhões de estabelecimentos da agricultura familiar, que respondem por 10,1 milhões de ocupações no campo.

Na prática, o número representa as pessoas que trabalham nessas propriedades, o equivalente a 67% das ocupações rurais. Ao mesmo tempo, o envelhecimento da população rural reforça a importância de preparar os próximos responsáveis pela atividade.

Entre 2012 e 2023, o número de pessoas com 60 anos ou mais vivendo no campo passou de 3,42 milhões para 4,33 milhões, enquanto a população rural de 14 a 17 anos diminuiu 31%.

Nesse cenário, a sucessão familiar envolve decisões sobre trabalho, investimentos, renda e qualidade de vida. Anuário Estatístico da Agricultura Familiar 2024, publicada em 2025, identificou que 99% dos jovens participantes consideram a família e suas relações fundamentais para a decisão de permanecer ou não na propriedade ou na atividade rural.

O estudo também aponta que o desejo de ser sucessor ou gestor da propriedade e a possibilidade de ter emprego e renda no meio rural estão entre os principais fatores de permanência.

Mateus ainda não sabe exatamente como estará a propriedade daqui a dez anos. O que sabe é que pretende continuar no campo. A sucessão, para ele, é um processo que se constrói no dia a dia, com a experiência dos pais, a participação da família e as escolhas feitas para manter a atividade viável.

Agora, com Yuri ainda bebê, a família começa a olhar para uma nova geração. Mateus espera que o filho também desenvolva o mesmo gosto pela vida rural. Não como uma obrigação, mas como uma possibilidade que nasce do contato com a terra, os animais e a rotina da propriedade.

Na família Casagrande, a sucessão não tem uma data marcada. Ela acontece enquanto a produção segue, os investimentos são discutidos e as gerações aprendem umas com as outras.

É assim que a história continua sendo escrita, entre o trabalho de hoje e os planos para o futuro.

Com 31 anos de história, mais de 1,2 milhão de cooperados e 1. 060 agências de relacionamento, a Cresol é uma das principais instituições financeiras cooperativas do Brasil.

Com foco no atendimento personalizado, fornece soluções financeiras para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais.

Em números

  • A avicultura também integra a rotina da família, com lotes de aproximadamente 17 mil aves e uma média de seis lotes por ano, conforme
  • Respondem por 10,1 milhões de ocupações no campo
  • Com 31 anos de história, mais de 1,2 milhão de cooperados e 1

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