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Saiba quem é o jovem que desapareceu após sofrer golpe e gravar vídeo chorando

Caçula da família, José Luis é natural do Pará e se mudou para São Paulo há menos de um ano a trabalho. Ele desapareceu em 8 de outubro, quando foi flagrado via

4 min de leitura
Saiba quem é o jovem que desapareceu após sofrer golpe e gravar vídeo chorando

José Luis da Costa Oliveira, o jovem que desapareceu após cair em um golpe durante a venda do próprio carro, tem 25 anos e é formado como analista de sistemas pelo Instituto Federal do Pará (IFPA).

Jovem desaparece após gravar vídeo chorando ao descobrir golpe.

De acordo com a família, ele se mudou para São Paulo há menos de um ano a trabalho.

Segundo as advogadas que representam amigos de José, ele transferiu o carro para uma compradora, mas o dinheiro foi depositado na conta de um suposto intermediário.

Após o golpe, o jovem viajou para Santos, no litoral de São Paulo, em 8 de outubro, e seguiu para Guarujá, onde foi visto pela última vez.

Na data do desaparecimento, José gravou um vídeo relatando o golpe (assista acima). A Polícia Civil investiga o paradeiro do jovem, mas ainda não se sabe se o desaparecimento tem relação com a fraude.

O vídeo foi encontrado cerca de três dias depois, no computador de José, que estava desbloqueado no apartamento dele, no bairro Bela Vista, na capital paulista.

Na gravação, o jovem afirmou que os compradores do carro não tinham envolvimento com o crime (entenda mais abaixo).

José Luis é o filho caçula de uma família que vive em Itaituba, oeste do Pará. Ao g1, o irmão Eustáquio da Costa Oliveira contou que José morou com ele e com o pai até meados de 2023, quando se mudou para o outro lado do estado para trabalhar em uma empresa de tecnologia em Barcarena (PA).

No entanto, a distância ficou ainda maior no fim de 2025, quando José foi transferido para a sede da empresa na capital paulista.

Segundo Eustáquio, o caçula sempre foi uma pessoa reservada e não costumava contar sobre o que planejava. Apesar disso, ele mantinha contato com o pai de forma remota pelo menos uma vez por semana, quando contava sobre a rotina em São Paulo e as novidades.

Nunca fomos muito próximos de compartilhar as coisas um com o outro, mas sempre estávamos em conexão, pois tínhamos o hábito de jogar online aos finais de semana, quando dava", afirmou Eustáquio.

De acordo com o irmão, José conhecia a Baixada Santista por causa do trabalho, pois já atuou na filial da empresa em Santos, e gostava da região por conta da natureza.

Um lugar que ele considera para recarregar as energias, por conta das praias", disse.

Ao g1, Eustáquio revelou que a família está sofrendo com o desaparecimento do jovem, principalmente o pai, que ficou noites sem dormir. Apesar disso, os familiares não acham viável uma viagem para o litoral paulista.

Temos nossos trabalhos e estando em São Paulo não podemos fazer muita coisa para avançar nas investigações, uma vez que isso compete à Polícia Civil e demais órgãos competentes", ressaltou.

As advogadas Bianca Santiago e Vitória Moreira representam os amigos do analista de sistemas no inquérito que investiga o caso. De acordo com elas, o golpista, que não teve o nome divulgado, entrou em contato após José anunciar o carro nas redes sociais e se ofereceu para intermediar a negociação.

O jovem aceitou a proposta, mas o dinheiro da venda foi transferido para a conta do suspeito.

A dupla informou que, além do vídeo, a família teve acesso aos registros de viagens feitas por José por meio de aplicativos. Os dados ajudaram a reconstituir o trajeto percorrido pelo jovem e foram utilizados pelas advogadas Bianca Santiago e Vitória Moreira, que representam amigos dele no inquérito.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que o caso foi registrado como desaparecimento de pessoa e é investigado pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio do 46º Distrito Policial (Perus).

Imagens de câmeras de monitoramento mostram que o jovem permaneceu por cerca de oito minutos no imóvel antes de sair com outra roupa.

Ainda de acordo com as advogadas, o motorista deixou José em um bar no bairro Boqueirão, em Santos. Imagens de monitoramento registraram o jovem sozinho no estabelecimento.

Ainda segundo as advogadas, o motorista relatou que José estava embriagado e, durante o trajeto, disse estar muito triste por ter caído em um golpe.

A família tentou obter imagens das câmeras de monitoramento do condomínio, mas, segundo a advogada, as gravações já não estavam disponíveis porque o sistema apaga o histórico após determinado período.

Na noite do desaparecimento, José também enviou uma mensagem a uma ex-namorada para perguntar se ela estava noiva. Ela respondeu, mas não conseguiu mais contato com ele.

As advogadas não acreditam que o desaparecimento esteja diretamente relacionado ao golpe, embora considerem que o episódio possa ter provocado um abalo emocional.

Elas aguardam a quebra do sigilo bancário do jovem para aprofundar outras linhas de investigação.

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