A vendedora Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, era conhecida como Bia pelos amigos e familiares. Descrita como extrovertida e companheira, ela foi encontrada morta nesta quarta-feira (21), em uma área rural de Jaboticatubas, na Grande BH, após 12 dias desaparecida.
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No cotidiano, Beatriz mantinha contato frequente com pessoas próximas e gostava de trocar áudios para saber dos planos do dia de quem amava. Segundo a família, antes de desaparecer, ela também havia comentado que suspeitava estar grávida.
A informação ainda depende de confirmação por exames do Instituto Médico-Legal (IML).
A Polícia Civil investiga a morte como feminicídio premeditado. O ex-namorado de Beatriz, Samuel Castro Melo, de 18 anos, e a atual companheira dele, Carla Luza da Silva, de 23, são suspeitos de envolvimento no crime.
As prisões dos dois foram convertidas em preventivas nesta quinta-feira (22).
Corpo de Beatriz Vitória é liberado à família.
Trabalho e convivência com os amigos.
Beatriz trabalhava como vendedora e era lembrada pelos amigos pelo jeito alegre e pela disposição para ajudar.
A amiga e empreendedora Andreza Nayad Moreira contou que as duas costumavam trocar mensagens e áudios sobre a rotina. Segundo ela, Bia demonstrava carinho em pequenos gestos: mandava mensagens de bom-dia, perguntava como a amiga estava e fazia elogios.
Quando Andreza mostrava as unhas feitas, por exemplo, Beatriz respondia que estavam lindas. Para a amiga, essa era uma das maneiras como a jovem levantava a autoestima de quem estava por perto.
O irmão, Maxuel, também destacou a presença de Beatriz nos encontros com familiares e amigos.
As lembranças que ele guarda da irmã são de momentos de descontração, com risadas, brincadeiras e música.
Proximidade com a mãe e suspeita de gravidez.
A mãe, Marisa Pereira Neves, contou que criou três filhas sozinha e tinha uma relação próxima com Beatriz. As duas costumavam conversar e brincar juntas.
Segundo Marisa, Beatriz havia contado a familiares que suspeitava estar grávida. A mãe afirmou que o possível neto seria acolhido pela família.
A Polícia Civil informou que aguarda os exames do IML para confirmar ou descartar a gestação. Até o momento, a gravidez não está comprovada.
Desaparecimento mobilizou pessoas próximas.
Beatriz desapareceu em 9 de outubro, depois de sair de um bar onde estava com amigos, em Jaboticatubas. Segundo a investigação, ela recebeu uma ligação e foi até um carro em que estavam o ex-namorado, a atual companheira dele e uma adolescente de 15 anos.
Nos dias seguintes, familiares e amigos se organizaram para procurar a vendedora. A prima Mayra Eduarda Pereira de Souza contou que pessoas próximas saíam em busca de notícias em diferentes horários.
O corpo foi encontrado enterrado em uma área rural conhecida como Terra dos Portugueses. A adolescente que estava no carro, tratada pela polícia como testemunha, ajudou os investigadores a chegar à região.
Segundo a Polícia Civil, a cova já havia sido aberta antes de Beatriz e dos suspeitos chegarem ao local. A causa da morte ainda depende dos exames periciais.
Familiares relatam que o relacionamento de Beatriz com Samuel foi marcado por brigas e violência. A motivação e as circunstâncias do crime continuam sob investigação.
Em meio ao luto, Maxuel pediu a responsabilização dos envolvidos na morte da irmã.
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