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Corumbá - MS | Quarta-feira, 28 de outubro de 2026 | 14:48

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PF diz que decisão de Moraes sobre passaportes de Flávio não autorizava prisão, vigilância ou outras

Flávio Bolsonaro fugiu para os EUA após ser derrotado no segundo turno da eleição presidencial. PF diz investigar o descumprimento de ordens judiciais por parte

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A Polícia Federal afirmou, em nota divulgada nesta quarta-feira (28), que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre passaportes e a proibição de deixar o país não autorizava a prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

  • restrição de contato com outros investigados.

Esta foi a primeira manifestação oficial da corporação após a confirmação de que o parlamentar fugiu do Brasil depois de ser derrotado na eleição presidencial.

A existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares", diz o comunicado da PF.

Segundo a nota, a PF acionou o STF no domingo (25), dia do segundo turno das eleições, após identificar o risco iminente de o senador deixar o território nacional.

A solicitação se deu na investigação em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por suposta lavagem de dinheiro.

Entre os pedidos apresentados ao Supremo estavam.

Após a decisão de Moraes que acolheu os pedidos da PF, a corporação afirmou que cancelou os passaportes comum e diplomático de Flávio Bolsonaro emitidos pelas autoridades brasileiras e incluiu um alerta migratório no sistema SONAR, responsável pelo controle de fronteiras.

Segundo a PF, o senador foi formalmente intimado na manhã de segunda-feira (26), para entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades em até 24 horas. O prazo se esgotou sem que os documentos fossem entregues.

A PF destacou ainda que não há registro oficial de saída do senador pelos postos formais de controle migratório do Brasil.

E afirmou que investiga as circunstâncias exatas do descumprimento das ordens judiciais por parte do investigado.

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