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Corumbá - MS | Quinta-feira, 29 de outubro de 2026 | 16:22

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Política

Flávio Bolsonaro fugiu em jato de empresa citada em esquema de corrupção que derrubou aliado de Milei

Aeronave que transportou senador é da Baires Fly S.A., que teria lavado dinheiro de agência sob comando de ex-advogado do presidente argentino

3 min de leitura
Política — imagem padrão

Depois de perder a eleição presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fugiu do Brasil com a mulher e as duas filhas em um jato privado operado pela Baires Fly S.

  • Fuga de Flávio tem guerra de informações; veja versões.
  • O que se sabe sobre a fuga de Flávio Bolsonaro após derrota nas eleições.
  • Senador não passou por posto de controle brasileiro e usou passaporte italiano para entrar na Argentina.
  • Jatinho de Flávio pode chegar a R$ 48 mi; veja imagens.
  • Fuga do Brasil dá base para prisão preventiva, indicam especialistas.

A., empresa citada em uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos de medicamentos e insumos médicos na Argentina.

O suposto esquema de corrupção causou, em 2025, escândalo no governo de Javier Milei, presidente do país, e levou à demissão de Diego Spagnuolo, ex-diretor do órgão que já foi advogado e pessoa próxima do político.

A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil foi confirmada nesta quarta-feira (28) pela Direção Nacional de Migrações argentina. Segundo o órgão, o senador e familiares entraram no país por via terrestre, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, às 22h50 de terça-feira (27).

Às 23h30, embarcaram em um voo privado operado pela Baires Fly com destino a Guayaquil, no Equador, conforme o plano de voo apresentado às autoridades. A aeronave utilizada é um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW.

Depois da parada no Equador, o senador continuou a viagem até Miami, nos Estados Unidos.

A Baires Fly é citada em uma investigação judicial sobre suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro na Andis, agência argentina responsável por políticas destinadas às pessoas com deficiência.

O caso apura possíveis irregularidades em contratos públicos para aquisição de medicamentos e insumos. Segundo investigação das autoridades, empresas fornecedoras da agência transferiram recursos à Baires Fly, que posteriormente emitiu faturas por supostos serviços aeronáuticos.

Os investigadores suspeitam que a documentação comercial tenha sido utilizada para dar aparência legítima às transferências.

O suposto esquema de corrupção gerou escândalo, em 2025, no governo de Javier Milei, e a Casa Rosada precisou demitir, em agosto daquele ano, Diego Spagnuolo, na época diretor do órgão.

Spagnuolo também já foi advogado de Milei e era considerado próximo ao político.

O escândalo foi conhecido pelos argentinos após a divulgação de uma série de gravações com relatos de supostos pedidos de suborno e também menções à Karina Milei, irmã do mandatário e secretária-geral da Presidência.

Nos áudios, Spagnuolo falava de supostas propinas solicitadas aos laboratórios que forneciam medicamentos para a Andis.

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