Aumenta a tensão política na Alemanha após os resultados das eleições estaduais de domingo (20). Os conservadores, atualmente no poder da maior economia da Europa, saíram mais enfraquecidos.
Tanto a extrema-esquerda quanto a extrema-direita da Alemanha registraram vitórias nas duas eleições estaduais. Os resultados aumentaram a pressão sobre a União Democrata-Cristã, do atual chanceler Friedrich Merz, segundo a agência Reuters.
Na capital Berlim, considerada uma cidade-estado, o partido "A Esquerda" ficou em primeiro lugar e deve substituir os conservadores na prefeitura. O partido propõe limitar os valores dos aluguéis e estatizar parte do mercado imobiliário.
Já a extrema-direira Alternativa para a Alemanha confirmou influência nos estados do leste, anteriormente comunistas, e conquistou o primeiro lugar em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental.
Há duas semanas já havia vencido em outro estado, na Saxônia-Anhalt.
Apesar da derrota em Berlim, o partido teve seu melhor resultado na capital. A extrema-direita defende a expulsão de estrangeiros, a retomada de laços com a Rússia e a saída da Alemanha da zona do Euro.
Friedrich Merz classificou a derrota do seu partido, a União Democrata-Cristã, como um "desastre". Pela primeira vez, o partido do chanceler não alcançou a cláusula de barreira necessária para entrar em um parlamento estadual.
Entretanto, Merz negou que vá renunciar e prometeu um pacote de reformas tributárias e previdenciárias.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o resultado das eleições alemãs é consequência da opção de não comprar mais gás russo e passar a adquirir energia mais cara dos EUA.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…