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Agronegócio

Soja fecha em queda pela quinta sessão seguida em Chicago e mercado brasileiro tem poucos negócios

Preços recuam no mercado físico, enquanto produtores mantêm o foco no plantio; na semana, contrato novembro caiu 2,5% na Bolsa de Chicago

3 min de leitura
Soja fecha em queda pela quinta sessão seguida em Chicago e mercado brasileiro tem poucos negócios

O mercado brasileiro de soja registrou poucos negócios e recuo nas cotações nesta sexta-feira (16), em um cenário de ofertas escassas e indicações predominantemente nominais.

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 147,50 para R$ 146,50.
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 148,50 para R$ 147,00.
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 145,00 para R$ 144,00.
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00.
  • Dourados (MS): manteve em R$ 140,50.
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 139,00.
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 156,00 para R$ 155,00.
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 156,50 para R$ 155,50.

O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que os produtores chegaram a reduzir um pouco a distância entre suas pedidas e as ofertas dos compradores, mas sem ceder o suficiente para movimentar a comercialização.

As pedidas dos vendedores permaneceram acima dos valores oferecidos pelos compradores, sem registro de grandes negócios tanto no mercado disponível quanto na safra nova.

O produtor também seguiu concentrado nos trabalhos de plantio.

Na Bolsa de Chicago, as cotações apresentaram pequenas perdas, assim como o dólar, enquanto os prêmios permaneceram sem alterações relevantes. Com isso, o mercado encerrou uma semana de pouca movimentação.

No mercado físico, os preços da soja recuaram em diversas praças brasileiras. Confira as cotações da saca de 60 quilos.

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira. Foi a quinta sessão seguida de perdas, colocando os contratos no menor nível em sete semanas.

No acumulado semanal, a posição novembro recuou 2,5%.

O avanço da colheita nos Estados Unidos e a expectativa de que os americanos colham a maior safra da história mantiveram a pressão sobre as cotações. Nem mesmo a boa demanda chinesa conseguiu impedir uma nova sessão de perdas.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 558 mil toneladas de soja à China, com entrega prevista para a temporada 2026/27.

Houve ainda outra venda, para destinos não revelados, envolvendo 236 mil toneladas.

As exportações líquidas norte-americanas de soja referentes à temporada 2026/27, iniciada em 1º de setembro, ficaram em 574,9 mil toneladas na semana encerrada em 8 de outubro.

A China liderou as compras, com 126,3 mil toneladas. Analistas esperavam exportações entre 500 mil e 1,2 milhão de toneladas.

No Brasil, o plantio da safra de soja 2026/27 atingiu 29,5% da área esperada até 16 de outubro, conforme levantamento da Safras & Mercado. Na semana anterior, em 9 de outubro, o índice estava em 20,4%.

Em igual período do ano passado, o plantio alcançava 21,5% da área. A média histórica para o período é de 27%.

Os trabalhos evoluem bem. Com clima regular, a expectativa é de uma nova safra cheia no Brasil, superando 180 milhões de toneladas e atingindo um novo recorde.

Na semana, o dólar acumulou alta de 1,7%.

Em números

  • Houve ainda outra venda, para destinos não revelados, envolvendo 236 mil toneladas
  • A China liderou as compras, com 126,3 mil toneladas
  • Analistas esperavam exportações entre 500 mil e 1,2 milhão de toneladas
  • Com clima regular, a expectativa é de uma nova safra cheia no Brasil, superando 180 milhões de toneladas e atingindo um novo recorde

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