Cerca de 30 robôs foram às ruas de Varsóvia nesta segunda-feira (7) para exigir que a Polônia regulamente a inteligência artificial. A marcha foi promovida pelo Democratism, iniciativa que debate os efeitos da IA e da robotização no mercado de trabalho.
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- Regulamentação da inteligência artificial.
- Proteção dos empregos diante do avanço da robotização.
- Atenção à possível substituição de pessoas em trabalhos cognitivos.
- Criação de regras para proteger os trabalhadores.
O protesto chamou a atenção para o risco de substituição de pessoas por robôs humanoides e sistemas de IA, especialmente em trabalhos cognitivos. A manifestação ocorreu em frente ao Ministério de Assuntos Digitais.
Agitando bandeiras, entoando slogans e marchando em círculo, robôs humanoides e quadrúpedes percorreram a capital polonesa. Pelos alto-falantes, mensagens como “Defendam os empregos”, “Chegou a hora das regras” e “Não esperem, regulamentem” eram repetidas durante o ato.
A manifestação foi organizada pelo Democratism, que, segundo seu site, busca promover o debate sobre os impactos da IA e da robotização no mercado de trabalho.
Entre os participantes estava o Agibot A3, robô humanoide equipado com inteligência artificial. Em declaração à AFP, ele resumiu o motivo de sua presença.
Grzegorz Kulis, organizador da manifestação, destacou a preocupação com a possível substituição de trabalhadores por robôs humanoides e inteligência artificial em atividades cognitivas.
Kulis também defendeu uma reação antecipada das autoridades e afirmou que regras são necessárias para proteger os trabalhadores.
Os principais pedidos apresentados no protesto foram.
Ministro conversa com manifestantes.
O ato aconteceu diante do Ministério de Assuntos Digitais, onde Kulis conversou com Krzysztof Gawkowski, titular da pasta.
Modelos de IA sem controle, implementados em humanoides que continuarão evoluindo com o avanço da robotização, representam um problema grave.
A manifestação levou para o espaço público uma discussão sobre os efeitos da inteligência artificial no trabalho. Para os organizadores, a criação de regras precisa acompanhar o avanço da tecnologia, especialmente diante da possibilidade de substituição de pessoas por sistemas de IA e robôs humanoides.
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
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