Se você está pesquisando celulares dentro da categoria intermediário premium, já deve ter reparado que cada marca escolheu um caminho diferente para tentar vender o seu aparelho.
- Samsung Galaxy A57: vem com o chip Exynos 1680, tela de 120 Hertz, câmera de 50 megapixels com estabilização óptica, bateria de 5.000 mAh e a promessa da Samsung de seis anos de atualizações do Android.
- Motorola Edge 70: responde com o processador Snapdragon 7 Gen 3, tela de 120 Hertz, bateria de apenas 4.800 mAh, mas com suporte a carregamento sem fio.
- Oppo Reno 16F: resolveu jogar o jogo da autonomia e traz o chip Dimensity 7300 Energy, uma bateria de 7.000 mAh e uma lente de zoom dedicada.
- Realme 16: usa o Dimensity 6400 Turbo, também com 7.000 mAh de bateria, e aposta em recursos físicos para foto, como um espelho e uma luz auxiliar na tampa traseira.
- Samsung Galaxy A57: usa traseira em vidro Gorilla Glass Victus+ com laterais em alumínio, além da certificação IP68 para proteção contra água e poeira.
- Motorola Edge 70: opta por um corpo leve e incrivelmente fino, mantendo o IP68 e adicionando um material que imita couro na traseira, além de vir com um botão lateral para ativar recursos de inteligência artificial.
- Oppo Reno 16F: vai um nível acima na vedação e traz certificação IP69, que cobre até jatos de água quente sob pressão, e também tem um botão dedicado a IA.
- Realme 16: consegue o feito de colocar a bateria gigante em um corpo de 8,1 milímetros e 183 gramas, trazendo como detalhe curioso um pequeno espelho na traseira para ajudar a enquadrar selfies com a câmera principal.
- Motorola Edge 70: leva vantagem ao usar um painel P-OLED curvado com resolução 1.5K e brilho máximo de 4.500 nits, entregando mais definição de imagem e o display mais brilhante de todos.
- Samsung Galaxy A57: vem em seguida com um painel plano de 120 Hertz e um brilho forte de 1.900 nits, bom para enxergar sob o sol.
- Oppo Reno 16F e Realme 16: usam telas mais padrão para a categoria: 6,57 polegadas, resolução Full HD e 120 Hertz, sem grandes exageros no painel.
- Galaxy A57: vale a pena o intermediário premium da Samsung.
- Motorola Edge 70 é incrivelmente fino e potente; saiba mais.
- Oppo Reno 16F: review do celular intermediário com bateria de 7000mAh.
- Realme 16 tem bateria enorme e bom desempenho para navegar em redes sociais.
- Motorola Edge 70: se sai melhor no uso geral por ter estabilização óptica na traseira. Na prática, isso deixa os vídeos bem firmes sem parecerem tremidos e evita que as fotos noturnas saiam borradas, já que a lente consegue segurar o foco mesmo com pouca luz.
- Oppo Reno 16F: é a melhor opção se você faz muita chamada de vídeo ou gosta de gravar vlogs, já que a câmera frontal de 50 megapixels filma em 4K, além de ter uma lente traseira dedicada para aproximar a imagem sem perder qualidade.
- Samsung Galaxy A57: entrega aquele resultado padronizado da Samsung: vídeos bem definidos na frente e atrás, além de um software que clareia bastante as fotos à noite, embora às vezes exagere nas cores.
- Realme 16: funciona bem em ambientes iluminados com suas câmeras de 50 megapixels na frente e atrás, mas a falta de estabilização mecânica cobra o seu preço: se você tentar filmar caminhando ou tirar fotos à noite sem ficar totalmente parado, o risco de o resultado sair borrado é alto.
- Oppo Reno 16F: aguentou impressionantes 18h30 até drenar 80% da bateria.
- Realme 16: demorou 16h30 para perder 80% da sua carga.
- Samsung Galaxy A57: demorou 11h30 para perder 80% de bateria.
Algumas colocaram o foco em baterias gigantescas, enquanto outras preferiram investir em telas mais rápidas, processadores mais fortes ou suporte de software por longos anos.
Se olharmos para as especificações no papel, a diferença de estratégia fica clara.
Na parte de construção e materiais, a escolha do componente muda bastante a pegada do aparelho na mão e a resistência no uso diário.
Quando passamos para as telas, todos usam painéis AMOLED, o que garante pretos profundos e bom contraste em qualquer um dos quatro. A diferença fica na resolução.
No desempenho diário e na parte de software, o conjunto do Motorola Edge 70 se sai melhor em tarefas pesadas e jogos por causa do Snapdragon 7 Gen 3, que é o chip mais forte do grupo.
O Galaxy A57 entrega uma experiência muito parecida no uso geral com o Exynos 1680, mas leva vantagem se você pretende ficar anos com o mesmo celular, graças à garantia estendida de atualizações da Samsung.
No Oppo Reno 16F e no Realme 16, os processadores da linha Dimensity funcionam bem para o básico — redes sociais, navegação e vídeos —, mas mostram limitações mais cedo se você tentar rodar jogos pesados no máximo.
Mas isso é no papel. E na prática? Colocamos cada um dos aparelhos para fazer testes de benchmark e analisar assim o desempenho deles. Usamos para isso os aplicativos PCMark e 3DMark, disponíveis na loja oficial do Android.
Enquanto o primeiro simula tarefas básicas, como navegação em redes sociais, edição de imagens e até planilhas, o segundo é voltado para testar as capacidades mais avançadas, rodando modelos tridimensionais exigentes para ver até onde o aparelho aguenta.
Motorola e Samsung tiveram desempenho parecido nos diversos testes realizados em tarefas básicas, e o Edge 70 foi o que se saiu melhor nos testes mais exigentes.
Já os smartphones com processador MediaTek tiveram um desempenho inferior. O Realme 16 foi melhor nas tarefas básicas, mas teve um desempenho pífio ao rodar gráficos exigentes.
O Oppo Reno 16F se saiu melhor no 3D, mas acabou ficando abaixo do Realme nas tarefas básicas.
Bateria no papel e no teste prático.
Se o seu critério de escolha for bateria acima de tudo, Oppo e Realme vencem sem dificuldade. As baterias de 7. 000 mAh dos dois aguentam até dois dias longe da tomada sem esforço.
A Oppo manda um carregador de 80 Watts na caixa e a Realme um de 60 Watts. O Galaxy A57 vem com bateria de 5. 000 mAh, enquanto o Motorola Edge 70 tem a menor de todas, com 4.
800 mAh, o que é suficiente para um dia inteiro de uso regular. A vantagem do Motorola aqui é a conveniência, por ser o único do grupo a aceitar carregamento sem fio.
Novamente, isso é no papel, mas aqui estamos vendo também como são as coisas na prática. O aplicativo PCMark também oferece um teste de bateria, que consiste em rodar sem parar o teste básico até que o aparelho atinja 20% de bateria.
Com todos começando em 100% e com o mesmo brilho de tela e volume.
E o veredicto final? Bom, vamos lembrar que os diferentes smartphones podem agradar usuários que buscam coisas diferentes. Se você estiver em busca de bateria, as melhores escolhas são o Oppo Reno 16F e o Realme 16, com leve vantagem para o primeiro por vir com um carregador mais potente na caixa.
Para quem está acostumado ao ecossistema da Samsung, o Galaxy A57 é uma escolha óbvia, oferecendo tudo o que fãs da marca estão acostumados, além da promessa de atualização do Android por 6 anos.
Mas, no conjunto da obra, temos um vencedor claro: é o Motorola Edge 70. Apesar de ter a menor das baterias, ele conta com o melhor conjunto de câmeras, a melhor tela, um corpo incrivelmente fino e o melhor desempenho entre os aparelhos analisados.
O valor não muda para você e o Olhar Digital poderá receber uma comissão. Nenhuma empresa participou da escolha para os links e não existiu aprovação prévia deste conteúdo, que segue independente como sempre foi.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…