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Alzheimer pode deixar marcas no cérebro antes dos primeiros sinais, mostra estudo

Estudo mostra mudanças estruturais no cérebro anos antes das placas de Alzheimer e levanta novas hipóteses sobre o início da doença.

3 min de leitura
Alzheimer pode deixar marcas no cérebro antes dos primeiros sinais, mostra estudo

Alterações cerebrais ligadas ao Alzheimer podem surgir pelo menos sete anos antes de as placas de amiloide serem detectadas em exames de PET. A descoberta veio de pesquisadores da Universidade de Oslo, que acompanharam adultos mais velhos e saudáveis durante quase duas décadas.

  • Uma célula do cérebro pode ajudar a evitar danos do Alzheimer.
  • Nova autópsia revela pistas sobre por que medicamentos contra Alzheimer falham.
  • Descoberta brasileira revela pistas ocultas do Alzheimer.
  • Processos prejudiciais já podem estar ativos antes de as placas serem detectáveis.
  • Esses processos podem contribuir para o acúmulo de placas ou surgir como consequência dele.
  • Outros mecanismos biológicos podem alterar o cérebro antes mesmo de as placas de amiloide começarem a se acumular.

O achado sugere que mudanças relacionadas à doença começam antes de os exames considerados mais sensíveis conseguirem identificá-las. Também abre uma questão importante: e se parte do processo tiver início antes mesmo do acúmulo de amiloide.

Publicado na Nature Neuroscience, o estudo analisou pessoas mais velhas e cognitivamente saudáveis submetidas regularmente a exames de ressonância magnética (MRI) por quase 20 anos.

Esse acompanhamento prolongado permitiu descobrir quando as placas de amiloide apareceram pela primeira vez nas imagens de PET. Depois, os pesquisadores voltaram aos exames anteriores para procurar diferenças entre quem desenvolveu as placas e quem não apresentou esse sinal.

As mudanças estruturais já estavam presentes pelo menos sete anos antes da detecção das placas.

Descobrimos que alterações estruturais no cérebro ocorrem muitos anos antes de níveis elevados de placas serem vistos no PET, exame cerebral atualmente usado para identificar os primeiros sinais do Alzheimer.

A análise encontrou um padrão que antecede a presença visível das placas. Para Roe, trata-se do sinal mais precoce desse tipo identificado em exames cerebrais até agora.

Anders Martin Fjell, professor do Departamento de Psicologia da Universidade de Oslo e chefe do LCBC, destacou outro aspecto do trabalho: os participantes ainda apresentavam bom funcionamento cognitivo quando essas alterações foram observadas.

O resultado pode ser interpretado de duas maneiras. Os pesquisadores consideram que.

A última possibilidade pode mudar a forma como os cientistas procuram tratamentos. Se essas alterações tiverem origem independente do amiloide, outras vias biológicas também precisarão ser investigadas.

Por enquanto, o estudo não determina qual das duas explicações está correta. Ele mostra, porém, que mudanças estruturais podem anteceder por anos o primeiro sinal de placas detectável nos exames atuais — uma pista que pode ajudar a entender como o Alzheimer começa.

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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Fontes consultadas

  • Olhar Digitallink

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