O criador de conteúdo e produtor independente de filmes Markiplier, nome artístico de Mark Fischbach, tornou-se o maior acionista individual da GoPro, com participação de 8,5% na fabricante de câmeras.
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- O movimento de Markiplier lembra outros episódios recentes em que ações de empresas de baixo valor de mercado ganharam atenção de investidores de varejo, ainda que por períodos curtos.
- O criador de conteúdo não foi o único a comemorar a disparada. Hunter Weiss, produtor de conteúdo especializado em IA e defesa, destacou a alta das ações e a fusão com a Starman Optical em uma publicação para seus 29 mil seguidores no X.
Em entrevista à Bloomberg, Fischbach afirmou que decidiu investir porque considerava a ação subvalorizada. “Eu vi a ação e onde ela estava, e pensei: ‘isso parece subvalorizado’”, disse.
As câmeras da GoPro são populares entre criadores de conteúdo, mas a preferência pelo produto não se refletiu no desempenho das ações. Os papéis da empresa acumulam queda de aproximadamente 90% nos últimos cinco anos, o que também tornou a GoPro um alvo frequente de investidores que apostam na queda das ações.
A entrada de Markiplier, porém, despertou o interesse de investidores de varejo. Em publicação no Reddit, um usuário destacou que o movimento ganhou força porque o investimento partiu de um criador com 37 milhões de inscritos que utiliza os produtos da empresa.
Outro fator que ajudou a movimentar as ações foi o anúncio de que a GoPro pretende se fundir com a Starman Optical, empresa especializada em equipamentos de fotônica.
A GoPro continuará produzindo suas tradicionais câmeras de ação e operando seus serviços de assinatura e nuvem. Com a fusão, porém, os transceptores ópticos da Starman Optical passarão a fazer parte do portfólio da companhia, ampliando sua atuação no mercado de infraestrutura para IA.
A empresa também pretende explorar os setores de defesa e governo, além de robótica e aeroespacial. Segundo a GoPro, as capacidades combinadas de propriedade intelectual, óptica e tecnologia de imagem das duas companhias devem contribuir para essa expansão.
A conclusão da fusão depende da aprovação dos acionistas, de autorizações regulatórias e do cumprimento de outras condições. A expectativa da GoPro é finalizar o negócio até o fim de 2026.
Aposta de Markiplier reacende interesse pela ação.
Apesar do entusiasmo entre investidores de varejo, há quem veja a disparada com cautela. Dimitri Semenikhin, trader baseado em Dubai (Emirados Árabes Unidos), que, recentemente, acumulou uma participação relevante na Beyond Meat e ajudou a impulsionar as ações da empresa, afirmou que não estava acompanhando a alta da GoPro.
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.