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Eclipse lunar: imagens no Brasil e no mundo!

4 min de leitura
Eclipse lunar: imagens no Brasil e no mundo!

Entre a noite de quinta (27) e a madrugada de sexta-feira (28), tivemos o último eclipse de 2026 – e ele foi lunar parcial. O fenômeno chamou a atenção pelo elevado grau de escuridão cobrindo a superfície da Lua, que ganhou tons escuros, variando entre o castanho e o vermelho-acobreado – quase como se fosse um eclipse lunar total.

Lista completa

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E o melhor de tudo é que esse eclipse lunar parcial “com cara de total” foi visto de todo o Brasil, desde que as condições meteorológicas tenham colaborado.

O Olhar Digital transmitiu tudo ao vivo com imagens do Observatório Nacional.

Segundo a plataforma Starwalk.space, a cobertura do disco lunar ultrapassou a marca de 96%. Ou seja: foi quase um eclipse total.

Apesar da aparência avermelhada e do alto grau de cobertura, o fenômeno não pode ser classificado como uma “Lua de Sangue” (nome popular para um eclipse lunar total).

Isso porque uma pequena parte da Lua permaneceu fora da sombra mais escura da Terra e continuou recebendo luz direta do Sol. Mesmo assim, essa diferença era difícil de perceber a olho nu durante o auge do evento.

Visibilidade do eclipse lunar parcial no Brasil.

O eclipse começou de maneira discreta às 22h23 de quinta-feira, quando a Lua entrou na região mais externa da sombra terrestre, chamada penumbra. Essa etapa tem pouca mudança perceptível no brilho do astro.

A fase parcial, quando a sombra mais escura começa a cobrir diretamente a Lua, teve início por volta das 23h33. O ponto máximo ocorreu à 1h12 de sexta-feira, quando cerca de 96% do disco lunar ficou encoberto.

A fase parcial terminou aproximadamente às 2h52.

O Brasil teve uma das melhores condições para acompanhar o fenômeno. A Lua permaneceu alta no céu durante boa parte da madrugada, favorecendo a observação em diferentes regiões.

A coloração avermelhada ocorre por causa da atmosfera terrestre. Durante o eclipse, a luz do Sol atravessa a camada de gases que envolve o planeta antes de alcançar a Lua.

Nesse caminho, a atmosfera espalha com maior facilidade a luz azul, enquanto tons vermelhos e alaranjados conseguem atravessar o ar e chegar à região sombreada da Lua.

Parte dessa luz é então refletida pela superfície lunar e volta na direção da Terra.

O mesmo princípio ajuda a explicar por que o céu fica avermelhado durante o nascer e o pôr do Sol. A aparência da Lua, porém, pode variar conforme a quantidade de poeira, fumaça, poluição e umidade presente na atmosfera.

Por isso, nas regiões onde o céu permaneceu limpo, foi possível ter uma visão mais nítida do fenômeno e observar melhor os tons acobreados de nosso satélite natural.

Lindsay captured tonight’s Lunar Eclipse through her telescope in Florida… and WOW. This is absolutely incredible! 🤯 pic.twitter.com/H5MAiExhc2.

THE LUNAR ECLIPSE HAS PEAKED! The moon has faintly turned orange and red! Incredible photo here sent in by one of our viewers! pic.twitter.com/e0H8LwlrcT.

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Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

Fontes consultadas

  • Olhar Digitallink

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