No Conselho de Segurança, representante da organização fala de avanços recentes, mas alertou que milhões ainda vivem sem serviços básicos; falta de recursos internacionais ameaça comprometer a ajuda humanitária e a reconstrução do país.
Após passagem pela Síria, o secretário-geral assistente interino para Assuntos Humanitários, Indrika Ratwatte, defendeu o apoio contínuo da comunidade internacional ao país no Conselho de Segurança da ONU.
A sugestão segue-se à primeira visita do secretário-geral das Nações Unidas à Síria em 17 anos. O representante da organização destacou avanços no fortalecimento das instituições e na justiça de transição.
Pela primeira vez em anos, a Síria registrou avanços econômicos e sociais.
A produção agrícola dá sinais de recuperação, com estimativas do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, indicando que a colheita de trigo de 2026 pode garantir a autossuficiência alimentar sazonal do país, enquanto se estabelecem redes de energia, transporte e o comércio.
Desde dezembro de 2024, quase 2 milhões de deslocados internos e mais de 1,7 milhão de refugiados voltaram para os seus locais de origem na Síria.
A retirada da Síria da lista de Estados Patrocinadores do Terrorismo pelos Estados Unidos abriu caminho para a recuperação econômica.
A missão do Fundo Monetário Internacional no país, FMI, projeta o crescimento econômico de dois dígitos nesse ano, apesar da inflação alta.
No entanto, a atividade militar israelense prossegue no sul da Síria, com incursões terrestres, buscas em residências e destruição de propriedades agrícolas em Quneitra e na Bacia de Yarmouk.
Durante o Conselho de Segurança, Rattwatte ressaltou que os avanços são frágeis e que o cenário social permanece crítico.
No país, milhões de pessoas ainda encontram dificuldade para acessar serviços básicos, como cuidados de saúde, alimentos, água potável, educação e oportunidades de subsistência.
Rattwatte também destaca a falta de recursos financeiros de doadores internacionais, que dificultam a resolução das demandas da população.
Durante o primeiro semestre de 2026, uma média mensal de 2,4 milhões de pessoas foram atendidas em operações humanitárias com o fornecimento de alimentos, água potável, procedimentos médicos de emergência e serviços de proteção.
Lidar com os escombros dos conflitos, como casas destruídas, representam uma nova realidade para as famílias.
Apesar das limitações orçamentárias e dos déficits de verbas, as Nações Unidas e os parceiros mantiveram a assistência no território sírio.
A Assembleia do Povo da Síria aprovou o regimento interno, mas a ONU cobra um processo inclusivo e transparente para a elaboração de uma nova Constituição permanente.
Para que o país alcance a autossuficiência, Indrika Ratwatte pediu pela garantia de aporte financeiro contínuo para apoiar tanto à ajuda humanitário quanto as ações de desenvolvimento a longo prazo.
As sugestões também incluem o investimento na reintegração de pessoas internamente deslocadas e daqueles que retornam ao país, além de medidas políticas efetivas para impedir que novos conflitos armados aconteçam na região.
Secretário-geral das Nações Unidas realiza primeira visita à nação árabe desde a queda do regime do ex-presidente Bashar al-Assad; após quase 14 anos de guerra, país prepara constituição permanente e eleições livres.
Documento debatido no Conselho de Segurança cita Moçambique como um dos países, onde grupo tem atuado; penetração na África Ocidental é a mais ativa do mundo e já conta com drones comerciais; terroristas seguem atuando na Síria.
Em números
- Desde dezembro de 2024, quase 2 milhões de deslocados internos e mais de 1,7 milhão de re
- Durante o primeiro semestre de 2026, uma média mensal de 2,4 milhões de pessoas foram atendidas em operações humanitár