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Tecnologia

ChatGPT inventa testemunhas e depoimentos em recurso e advogado é punido

ChatGPT inventou testemunhas e depoimentos em recurso criminal, levando a Suprema Corte do Novo México a punir o advogado.

3 min de leitura
ChatGPT inventa testemunhas e depoimentos em recurso e advogado é punido

A Suprema Corte do Novo México aplicou uma multa e declarou em desacato um advogado de defesa que usou o ChatGPT para elaborar um recurso de apelação criminal.

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  • Casos anteriores: Dezenas de advogados já foram punidos por apresentar documentos em que a IA inventou citações de processos ou interpretou incorretamente a legislação.
  • Gravidade do caso: O recurso de Aarons foi além desses erros ao incluir testemunhos fictícios em uma apelação criminal.
  • Andamento do processo: A apelação de Sandoval continua pendente e, em 2 de setembro, passou a ser conduzida pela defensora pública Kim Chavez Cook.

O programa da OpenAI inventou depoimentos policiais e criou testemunhas fictícias para um processo de assassinato. A punição ocorreu depois que o profissional apresentou o material ao tribunal sem verificar a precisão das informações.

Depoimentos falsos e testemunhas inventadas.

O caso envolve a apelação de Oscar Renee Sandoval, condenado à prisão perpétua pelo assassinato da mãe de seus filhos. Ao assumir o recurso, o advogado Stephen Aarons alimentou o ChatGPT com uma transcrição gerada por computador e outros materiais do julgamento, esperando obter um resumo confiável.

O resultado incluiu declarações que nunca foram feitas e testemunhas que jamais existiram. Entre os exemplos apontados pela Suprema Corte estava uma afirmação de que o atirador vestia calça escura e camisa branca.

A corte afirmou que o recurso continha “falso testemunho de testemunhas totalmente inventadas”.

Advogado diz que não conhecia as “alucinações” da IA.

Durante uma audiência em 21 de agosto, Aarons disse que havia alimentado o ChatGPT com os materiais do processo porque acreditava que a ferramenta produziria um resumo “à prova de falhas”.

Ele afirmou não compreender até que ponto a inteligência artificial poderia inventar informações.

Em declaração à Reuters, o advogado reconheceu o erro e disse esperar que o conselho disciplinar considere que não houve intenção de enganar o tribunal.

A juíza C. Shannon Bacon demonstrou incredulidade diante da explicação e questionou o advogado sobre seu conhecimento a respeito das falhas da inteligência artificial.

Decisão reforça alerta para o setor.

A punição se soma a uma sequência de casos em que tribunais estaduais e federais dos Estados Unidos sancionaram advogados por apresentar documentos produzidos por inteligência artificial sem verificar adequadamente o conteúdo.

O caso de Aarons chama atenção porque as informações inventadas não se limitaram a referências jurídicas: chegaram a incluir depoimentos e testemunhas inexistentes em um processo criminal.

A OpenAI não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters. A apelação de Sandoval continua em andamento.

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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Fontes consultadas

  • Olhar Digitallink

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