Polícia Civil investiga suspeita de feminicídio seguido de suicídio em Neves Paulista.
O homem que assassinou a esposa a facadas e foi encontrado morto na noite deste domingo (9), em Neves Paulista (SP), estava em liberdade condicional e já tinha sido condenado por homicídio nos anos 90.
O filho de Luiz Carlos Prado, de 62 anos, disse à polícia que o pai tinha saído da prisão há 44 dias.
Segundo o boletim de ocorrência, o homem matou a esposa Everly Rodrigues da Silva, de 55, com facadas no peito e na barriga, e depois cometeu suicídio. Os corpos foram encontrados pelo filho do casal, de 22 anos, após ele voltar da igreja.
Conforme apurado pelo g1, Luiz Carlos cumpria pena por roubo desde 2023, quando foi condenado a nove anos de prisão. Ele estava em liberdade condicional desde 27 de junho de 2026.
De acordo com os documentos, aos quais o g1 obteve acesso, o homem invadiu e roubou a casa de uma idosa de 88 anos, também em Neves Paulista. Luiz Carlos estava armado com uma faca, ameaçou a cuidadora da vítima e roubou dinheiro, celulares, cartões e o carro da mulher.
Além disso, segundo o registro, ele amarrou e amordaçou a cuidadora e a idosa. As duas conseguiram se soltar e acionaram a polícia. O carro foi encontrado incendiado em um terreno baldio.
Luiz Carlos também já havia sido condenado a seis meses de prisão por matar Marisa Maria Prado em março de 1990, em São Paulo (SP). Não há informações sobre a motivação do crime e nem a relação entre ele e a vítima.
De acordo com o registro policial, o filho do casal relatou ter ouvido uma discussão entre os pais na noite de domingo antes de sair de casa. O jovem explicou que a união de quase 30 anos entre Luiz e Everly era frequentemente marcada por agressões verbais, humilhações e histórico de violência física no âmbito doméstico.
O rapaz revelou ter presenciado ao menos dois episódios de agressão do pai contra a mãe há cerca de dez anos. Em um dos casos, o homem usou uma chave de fenda para atacá-la, segundo o filho.
Apesar do histórico familiar, a Polícia Civil constatou que a vítima nunca havia registrado boletim de ocorrência contra o companheiro.
Horas antes do crime, o filho disse aos policiais que notou um comportamento atípico do pai e descobriu pesquisas sobre métodos de suicídio no histórico do celular dele.
A preocupação aumentou durante o culto religioso, quando o jovem percebeu que as mensagens enviadas para a mãe não eram entregues, o que o fez retornar para casa imediatamente.
O corpo de Everly foi localizado na cozinha da residência com marcas de perfuração. Sobre o corpo da mulher, a perícia encontrou uma carta escrita por Luiz. No texto, ele pedia desculpas por desentendimentos antigos e expressava insatisfação com o casamento.
O corpo de Luiz foi encontrado caído em um corredor na área externa do imóvel.
A perícia compareceu no local e os corpos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) para exame necroscópico. O caso foi registrado como feminicídio e suicídio, e é investigado pela Polícia Civil.
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Fontes
Informação baseada em material público de G1, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.