Foram convidados os candidatos de partidos e federações com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional, ou que alcançaram ao menos 5% de intenções de voto na pesquisa Quaest mais recente.
- O primeiro debate, iniciado às 9h, teve participação de Arcanjo Pimenta (MDB), Áurea Carolina (PSOL), Carlin Moura (Avante) e Marcelo Aro (PP).
- O segundo debate, iniciado às 13h, teve participação de Aécio Neves (PSDB), Domingos Sávio (PL) e Manoel Carvalho (MDB).
- Durante seu quinto mandato na Câmara dos Deputados, em 2019, Aécio foi o relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/19.
- A proposta, que autoriza "a transferência de recursos federais a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios mediante emendas ao projeto de lei orçamentária anual", foi aprovada pela Câmara e pelo Senado, como Emenda Constitucional 105/19.
- De autoria da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), a emenda foi promulgada pelo Congresso Nacional na forma do texto final assinado por Aécio Neves e define que os recursos "serão repassados diretamente ao ente federado beneficiado, independentemente de celebração de convênio ou de instrumento congênere.
- Segundo o Censo 2022, divulgado em 22 de dezembro de 2023 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 10,2% dos brasileiros se autodeclaram pretos e 45,3% se dizem pardos, totalizando 55,7% da população. O número é próximo do mencionado pelo candidato.
- Foi a primeira vez em que o número de brasileiros pardos tornou-se o maior grupo racial do país. A parcela dos que se declaram brancos voltou a cair, em linha com o que acontece desde 2000, e passou a ser o segundo maior grupo, com 43,5% da população.
- Havia a opção de não declarar raça, mas apenas 0,005% dos entrevistados decidiram assim.
- Em novembro de 2025, o governo de Minas Gerais enviou ao Ministério da Fazenda o pedido formal de adesão do estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) da União.
- Minas Gerais ofertou cerca de R$ 96 bilhões em ativos, e não R$ 88 milhões, para alcançar o abatimento máximo de 20% da dívida com a União. O mínimo exigido para esse abatimento era de aproximadamente R$ 36 bilhões.
- O Propag foi criado por uma lei federal, proposta pelo então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que permite aos estados pagarem suas dívidas com a União em até 30 anos e com juros menores. Ao oferecer bens e recursos para abater 20% do que devia, Minas Gerais zerou os juros, e hoje paga só a correção da inflação (IPCA), no lugar de IPCA + 4% ao ano.
- Por isso, não se trata de uma "entrada". Os 20% não são um pagamento à vista feito antes do parcelamento.
- Eles correspondem a um abatimento do saldo devedor, por meio da oferta de ativos do estado, federalização ou privatização de bens, recebíveis e participações societárias, como Companhia Energética de Minas gerais (Cemig), Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge).
- É esse abatimento que zera os juros e permite ao estado pagar apenas a correção inflacionária.
- Ao Fato ou Fake, a assessoria de imprensa do candidato informou que ele se confundiu na ordem de grandeza dos números e, sem querer, disse em "milhões", em lugar de "bilhões.
- Minas Gerais concedeu R$ 122,7 bilhões em renúncias fiscais de 2019 a 2025, período em que Romeu Zema (Novo) governou o estado, segundo números disponíveis no Portal da Transparência e dados obtidos pela TV Globo via Lei de Acesso à Informação.
- Em julho de 2026, após um impasse judicial, a Secretaria de Estado da Fazenda divulgou a lista das 4.101 empresas que receberam o benefício. Entre as principais favorecidas, estão indústrias de bebidas alcóolicas e de cigarros. É possível acessar a lista de Beneficiários das Desonerações Tributárias no Portal da Transparência de Minas Gerais.
- Da lista, também consta a Eletrozema, controlada pela família de Zema. A companhia recebeu R$ 2.282.543,68 em isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a partir de 25 de julho de 2024.
- A renúncia fiscal ocorre quando o governo abre mão de receber o total ou parte dos tributos devidos com o objetivo de incentivar o desenvolvimento de setores econômicos.
- Carlin Moura foi prefeito de Contagem, na Grande Belo Horizonte, de 1º de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2016. Em seu primeiro decreto ao assumir o Executivo municipal (001/2013), ele determinou a reabertura das unidades da Fundação de Ensino de Contagem (Funec), fechadas gradualmente entre 2009 e 2012.
- No início de 2013, nos primeiros 100 dias de mandato, Carlin Moura reabriu 11 unidades da Funec. Na época, somadas às três já existentes, a parcial passou a ser de 14 unidades em funcionamento. Até o final daquela gestão, esse total chegou a 21 unidades reabertas.
- O valor negociado no Propag refere-se à dívida de Minas Gerais com a União, que nunca chegou a R$ 210 bilhões. Quando a adesão ao Propag foi oficializada, em novembro de 2025, o valor era de R$ 177,4 bilhões – atualmente, está em R$ 188,1 bilhões. À época, o governador era Romeu Zema (Novo), que tinha Mateus Simões (PSD) como vice.
- Em janeiro de 2023, quando iniciou o primeiro mandato de Zema à frente do Executivo estadual, a cifra era de R$ 126,5 bilhões. Todos esses números podem ser consultados no Portal da Dívida Pública, da Secretaria de Estado da Fazenda.
- Ainda em 2023, o governo de Minas Gerais chegou a anunciar que a dívida com a União poderia chegar a R$ 210 bilhões (valor citado por Carlin Moura no debate) ao fim de nove anos, caso o estado aderisse ao modelo anterior ao Propag, o chamado Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Mas isso não se confirmou.
- Uma cifra próxima à mencionada pelo candidato ao Senado diz respeito a toda a Dívida Pública de Minas Gerais computada em agosto de 2026: R$ 208,8 bilhões, o maior índice da série histórica. Mas esse montante inclui o débito com a União e outros credores, além de contratos. Entre 2023, eram R$ 157,1 bilhões (ou seja, não houve redução ao longo desse período).
- Procurada pelo Fato ou Fake, a assessoria de imprensa de Carlin Moura reconheceu que a referência aos valores da dívida foi imprecisa e que a menção a Mateus Simões tem relação com a "participação política" do atual governador na adesão ao Propag.
- Um parlamentar de Minas Gerais não preside a Comissão Mista de Orçamento desde 2006. Naquele ano, o cargo foi ocupado pelo então deputado federal Gilmar Machado (PT). Disponível no site oficial do Congresso Nacional, a relação oficial de presidentes desse colegiado mostra que, de 2007 a 2026, nenhum parlamentar mineiro voltou a esse posto.
- Já o último parlamentar mineiro a exercer a relatoria-geral foi Miguel Corrêa (PT), ocupante do cargo relativo ao Orçamento da União de 2014, analisado pela comissão em 2013.
- Apesar de Domingos Sávio ter usado no debate o termo "Comissão de Orçamento da Câmara", o nome oficial é Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, órgão do Congresso formado conjuntamente por deputados e senadores.
- O papel do Senado é sabatinar e votar para aprovar ou rejeitar as indicações presidenciais, de acordo com a lei 13.575, de 26 de dezembro de 2017, que criou a Agência Nacional de Mineração (ANM).
- Segundo o artigo 33 da lei, "o Diretor-Geral e demais Diretores serão nomeados pelo Presidente da República", que serão "previamente aprovados pelo Senado Federal.
- A Diretoria Colegiada da ANM é composta por cinco integrantes: um diretor-geral, dois diretores, e dois diretores-substitutos.
- O Tribunal Constitucional Federal da Alemanha (Bundesverfassungsgericht, em alemão), equivalente ao Supremo Tribunal Federal (STF), é composto por 16 ministros, com 40 anos de idade ou mais, que podem ficar até 12 anos no cargo.
- Metade dos ministros é eleito pelo Bundestag (o Parlamento local), e a outra metade, pelo Bundesrat (semelhante ao Senado brasileiro, mas com representantes indicados pelos estados federados da Alemanha).
- Pelo menos seis ministros precisam ser escolhidos entre os juízes de Tribunais Federais. Os demais podem ser pessoas habilitadas a exercer cargo judicial, segundo Lei Judiciária Alemã.
- A Corte local informa que, para "garantir a independência dos juízes", eles não podem ser reeleitos. O mandato termina ao final do período determinado, ou quando o ministro atinge a idade de aposentadoria, que é 68 anos.
- A taxa de informalidade da população ocupada em Minas Gerais ficou em 36,5% no segundo trimestre de 2026. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em agosto.
- Esse número representa 4,02 milhões de pessoas ocupadas informalmente em Minas Gerais, como mostra o detalhamento disponível no painel da PNAD Contínua.
- A PNAD Contínua pesquisa, periodicamente, características gerais da população, trabalho, rendimento, habitação e educação.
- Quem decide o valor e o destino do dinheiro são os deputados, não o secretário. Cada parlamentar escolhe para que a verba será usada, qual entidade vai recebê-la e qual município será beneficiado. Ao governo, cabe executar o que foi definido – mas a decisão sobre o destino do recurso é da Assembleia estadual.
- A execução dessas emendas é obrigatória por lei. Desde as Emendas Constitucionais estaduais nº 96/2018 (individuais) e nº 100/2019 (blocos e bancadas), o Executivo é obrigado a executar as emendas impositivas, conforme o art. 160 da Constituição do Estado. Ou seja, a Secretaria de Governo (Segov) de Minas Gerais não "escolhe" enviar: cumpre uma determinação constitucional.
- Mas o valor (R$ 2 bilhões) e período (um ano) citados por Marcelo Aro no debate conferem em ordem de grandeza. Ele comandou a Segov por 14 meses, entre 15 de fevereiro de 2025 e 2 de abril de 2026. Só no exercício de 2025, foram cerca de R$ 2 bilhões movimentados em emendas parlamentares operacionalizadas pela pasta, segundo o Portal de Emendas Estaduais (SIGCON-MG Saída).
- VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE.
- GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake.
Os participantes, em ordem alfabética, foram.
A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações dos candidatos. Leia.
Eu posso falar com alguma propriedade sobre as chamadas 'Emendas PIX', porque fui eu o relator do projeto na Câmara dos Deputados.
Represento 60% da população [...], são os negros e pardos.
Quando fui prefeito de Contagem, o meu primeiro ato como prefeito foi reabrir 21 unidades da Funec, que é uma fundação de ensino tecnológico.
E que foi feito, uma primeira negociação através do Propag [Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados com a União]. Nesse aspecto, o nosso governador Mateus Simões [que assumiu em março de 2026, após Zema renunciar para concorrer à Presidência] teve um papel decisivo, né.
A Comissão de Orçamento da Câmara, a cada ano, ou o senador é relator-geral ou senador é o presidente da comissão. Quando que Minas Gerais presidiu a Comissão de Orçamento.
Faz décadas. Quando que Minas teve o relator-geral? Faz décadas.
O Senado que indica os membros da Agência Nacional de Mineração.
O modelo alemão prevê mandato de 12 anos [para ministros da Suprema Corte], sem recondução.
Hoje em Minas Gerais, nós temos 4 milhões de pessoas na informalidade.
Participaram da checagem: Fernanda Bastos, Jorge Fofano, Mel Trench, Pedro Cunha, Rodrigo Salgado e Roney Domingos.
Em números
- Hoje em Minas Gerais, nós temos 4 milhões de pessoas na informalidade
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