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Ossadas enterradas são de primas que estavam desaparecidas no Paraná, confirma polícia

Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida desapareceram no dia 21 de abril, data em que polícia acredita que foram assassinadas por Clayton Antonio

4 min de leitura
Ossadas enterradas são de primas que estavam desaparecidas no Paraná, confirma polícia

As ossadas encontradas enterradas em uma área rural próxima a Paraíso do Norte, no Noroeste do Paraná, são das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, de 18 anos.

Lista completa

  • Primas foram assassinadas logo após saírem de boate com principal suspeito, diz polícia.
  • VÍDEO: Atleta sofre lesão na coluna cervical durante competição de jiu-jitsu no Paraná e fica sem movimento das pernas.
  • Veja os melhores horários: Eclipse lunar parcial será visível no Paraná nesta quinta (27) e sexta-feira (28).
  • Família encontrada morta: Último contato foi dois dias antes de os corpos serem achados.

Suspeito leva policiais ao local em que ossadas estavam enterradas no Paraná.

A informação foi confirmada pelo delegado Luís Fernando Alves, da Polícia Civil (PC-PR), nesta quinta-feira (27).

As duas desapareceram no dia 21 de abril, data em que a polícia acredita que ambas foram assassinadas por Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, após deixarem uma boate em Paranavaí, na mesma região do estado.

Os três estavam juntos porque Letycia conhecia o homem de festas anteriores e ter aceitado sair novamente com ele.

As ossadas foram encontradas na sexta-feira 21 de agosto. No mesmo dia, Clayton foi morto em uma abordagem policial, em Mandaguari, e um segundo suspeito de envolvimento no caso, identificado pela polícia apenas como "Magrão", foi preso.

Foi este homem que indicou aos policiais o local em que deviam procurar os restos mortais das jovens. Veja no vídeo acima.

A identificação das ossadas, conforme a polícia, foi realizada por meio de arcos dentais. A análise também identificou indícios de morte violenta.

[...] a determinação da causa, mecanismo e dinâmica das mortes depende dos exames médico-legais complementares", diz a nota da Polícia Civil.

Os corpos serão liberados às famílias apenas após a conclusão de todos os exames periciais.

📆22h39 de 20 de abril: as jovens são vistas saindo de Cianorte na caminhonete com Clayton – que Letycia conhecia pelo nome de "Davi". Uma amiga das jovens disse em depoimento à polícia que as primas tinham sido chamadas pelo homem para irem a uma festa na cidade de Porto Rico.

A amiga decidiu não ir, mas Letycia e Sttela aceitaram o convite. A polícia apurou que eles partiram da casa de Letycia. Esta foi a última vez que a jovem se conectou à internet, porque ela não tinha pacote de dados móveis, segundo a corporação.

🕝22h54: a mesma caminhonete é filmada por câmeras de segurança entrando na cidade de Jussara, onde Sttela mora com a mãe. A jovem foi até a casa para pegar uma mochila.

A mãe não estava no imóvel. Confira as imagens abaixo.

Câmera registrou primas saindo em caminhonete com suspeito, antes de desaparecimento.

🕝22h55: Sttela fez uma publicação nas redes sociais e marcou Letycia. Na imagem ela aparece com uma garrafa de uísque e há música dentro da caminhonete. A publicação continha a legenda "Qual será o nosso destino KKKK.

🕝23h13: o trio sai de Jussara e viaja sentido a Maringá, pela rodovia PR-323.

📆00h16 de 21 de abril: Sttela faz a segunda e última publicação no trevo entre Presidente Castelo Branco e Nova Esperança. Clayton aparece na imagem, mas somente Letycia tem o perfil mencionado na postagem.

🕝1h10: Stella, Letycia e Clayton são filmados em uma boate de Paranavaí. Por volta da 1h10, o trio aparece entrando na festa. Lá dentro, as primas foram filmadas andando, de mãos dadas.

Depois, Clayton também é gravado com elas. Veja abaixo.

Primas desaparecidas no Paraná: imagens confirmam que jovens foram à boate com suspeito.

📆Entre 22 e 23 de abril: Clayton volta sozinho a Cianorte. De acordo com a investigação, ele estava sem a caminhonete e saiu da cidade novamente usando uma moto e sem celular.

🕝9h de 23 de abril: última vez em que Clayton se conecta à internet.

📆24 de abril: polícia descobre que há registro de que o homem tenha passado por Maringá.

📆29 de abril: é expedido o mandado de prisão contra Clayton, pelos crimes de roubo e homicídio. Ele é considerado foragido desde então.

📆15 de maio: mulher apontada como ex-namorada de Clayton é presa em uma operação da Polícia Civil, suspeita de dar apoio financeiro e logístico ao homem nos desaparecimentos das jovens.

📆15 de junho: polícia faz buscas por pistas na área rural de Paraíso do Norte.

📆21 de agosto: Clayton é morto em uma abordagem da polícia em Mandaguari, e outro suspeito é preso em Umuarama. No mesmo dia, as ossadas são encontradas.

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Fontes consultadas

  • G1 Paranálink

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