A Justiça de São Paulo decidiu nesta quinta-feira (27) manter a prisão preventiva da advogada e influenciadora Deolane Bezerra e dos demais réus da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Lista completa
- a garantia da ordem pública e da ordem econômica.
- a conveniência da instrução criminal.
- a necessidade de assegurar a aplicação da lei penal.
- o risco de continuidade das atividades de lavagem de dinheiro.
- a existência de indícios de atuação estruturada e permanente de organização criminosa.
- Terceirizada cobra R$ 4,5 milhões de ONG da produtora de 'Dark Horse' e acusa uso de empresa de fachada para desviar recursos do wi-fi em SP.
- Quadros em escritório alvo da Operação Distrato expunham metas para supostas fraudes tributárias, dizem investigadores.
Justiça de SP mantém prisão de Deolane Bezerra.
Desde o dia 21 de maio a influenciadora está presa no Pavilhão Especial da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
🔎 O pedido feito pelo Ministério Público ocorreu porque a lei determina, a cada 90 dias, a reavaliação da prisão preventiva.
Na decisão, a 3ª Vara de Presidente Prudente concluiu que permanecem presentes os requisitos para a prisão preventiva, especialmente.
A Justiça também determinou a continuidade das buscas e capturas de Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, considerados foragidos.
Eles são sobrinhos de Marcola, considerado chefe do PCC.
A GloboNews tenta contato com as defesas dos réus.
Segundo a denúncia do Ministério Público, a organização criminosa era dividida em três núcleos: o decisório, integrado pelo chefe do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior; o operacional; e o financeiro — segundo a acusação, Deolane integra esse último grupo.
No pedido apresentado nesta quinta, os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) afirmam que Deolane seria "a principal integrante do núcleo financeiro", responsável por ocultar e dissimular recursos de origem ilícita por meio de contas bancárias vinculadas a ela e às suas empresas, além de converter esses valores em bens de alto valor econômico.
Outro argumento apresentado pelo Gaeco é que dois dos denunciados, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, continuam foragidos, o que, na avaliação da Promotoria, reforça a necessidade da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal.
Segundo a denúncia, os investigados integrariam uma organização criminosa voltada à ocultação e à dissimulação de recursos provenientes de atividades ilícitas atribuídas ao PCC.
De acordo com o Ministério Público, análises de documentos fiscais, bancários e relatórios técnicos apontariam movimentações de grandes quantias de dinheiro e a conversão desses recursos em ativos com aparência de origem legal.
A acusação sustenta ainda que o grupo utilizava empresas de fachada e pessoas interpostas, conhecidas como "laranjas", para esconder a origem do dinheiro.
Em julho, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou, por unanimidade, um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Deolane. Na ocasião, a relatora, desembargadora Renata Cantello, afirmou que as alegações apresentadas pela defesa e por relatório da OAB-SP representavam "meras insatisfações com a rigidez natural do regime de reclusão e questões de gestão administrativa interna", sem demonstrar ilegalidade na prisão preventiva nem justificar sua substituição por prisão domiciliar.
A magistrada também destacou que Deolane está com a inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspensa desde a decretação de sua prisão.
Justiça nega pedido de habeas corpus de Deolane Bezerra.
Fontes
Texto da redação ULTRA NOTÍCIAS, com base em material público.