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Haddad cita perfil do eleitor ao falar sobre derrotas em SP: 'Defendo projetos, não conto vitórias'

Sabatina promovida pela rádio CBN e os jornais O Globo e Valor entrevistou o petista nesta quarta (19) e na quinta (20) será a vez de Tarcísio de Freitas (Repub

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Haddad cita perfil do eleitor ao falar sobre derrotas em SP: 'Defendo projetos, não conto vitórias'

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), minimizou nesta quarta-feira (19) as três derrotas eleitorais seguidas que teve nos últimos anos, quando disputou a reeleição de prefeito da capital, a Presidência da República e o governo paulista, sem conseguir vencer seus adversários.

Durante a sabatina promovida pela rádio CBN e os jornais O Globo e Valor, o petista afirmou que defende um campo político que tem idéias modernas para o futuro e que, não se sente obrigado pelo PT a entrar nas disputas.

Eu estou defendendo um projeto. Se esse projeto não foi escolhido nas urnas, não significa que ele está errado, porque ele pode ganhar em outro momento. Então, prefiro estar com as pessoas certas, mesmo que já foram derrotadas.

Ciro Gomes já foi derrotado quantas vezes? Marina já foi derrotada quantas vezes? O Serra, o Lula? O Lula foi derrotado quantas vezes antes de assumir a Presidência.

Quatro vezes, uma vez para governador, três para presidente”, disse.

Haddad afirmou que topou ser novamente candidato ao governo de SP, pela 2ª vez enfrentando Tarcísio de Freitas (Republicanos), para defender as mudanças no Brasil promovidas pelo presidente Lula – candidato à reeleição presidencial em outubro – e expor os problemas do estado.

Na sabatina, o petista disse, ainda, que é a favor de concessões de setores não estratégicos em São Paulo, como rodovias e transportes, mas que setores essenciais como gás, água e energia, por exemplo, essas ações "precisam ser mais bem feita ou revistas.

Haddad afirmou, contudo, que reestatizar a Sabesp - que foi recentemente privatizada pelo governo Tarcísio e é motivo de críticas por parte da população - é "muito difícil" e um "imbróglio jurídico medonho.

E completou: “Quando é setor estratégico, eu sou contra [privatizar ou conceder]. Acho que as privatizações do governo Bolsonaro, no que diz respeito ao óleo e gás, por exemplo, foram uma calamidade.

Privatizou a BR Distribuidora, que prejudicou o setor e os consumidores do país inteiro”.

No que diz respeito à Segurança Pública, Haddad afirmou que vai criar uma agência de combate ao crime organizado, com representantes de vários setores das polícias (federal, civil e PM), além de representantes do MP e da Receita Federal, para sufocar as finanças dos grupos faccionados.

Ele também defendeu a ampliação maior das câmeras corporais nas fardas dos policiais e criticou a forma como Tarcísio administra a implementações tecnológicas nas polícias paulistas, mesmo com restrições orçamentárias do Tesouro estadual.

Tem que voltar à câmara, eu sou a favor disso desde 2022, e ele [Tarcísio] fica ziguezagueando. Quando fica mal com a elite ele fica ‘ah, vou fazer’, quando fica mais com as polícias fica ‘ah, não vou fazer’.

Inclusive essas câmeras que estão sendo instaladas nas ruas precisam de inteligência por trás, não adianta instalar câmeras nas ruas e imaginar que os dados vão favorecer investigação e patrulhamento, não vão”, disse.

As sabatinas promovidas pela CBN, O Globo e Valor continuam nesta quinta-feira (20), com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato a reeleição.

O evento acontece às 10h30 da manhã e é transmitida por todos os três veículos.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 São Paulo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 São Paulolink

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