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Em depoimento, homem confessa que ajudou sobrinha a esconder corpos de jovens ligados à morte de caseiro no

Segundo a Polícia Civil, Cláudio Prado confessou que ocultou os corpos de Rafael Vitor de Souza Rosa e Guilherme Henrique Melo da Cruz a pedido de Maria Izabel,

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Em depoimento, homem confessa que ajudou sobrinha a esconder corpos de jovens ligados à morte de caseiro no

Tio de Maria Isabel do Prado, de 21 anos, investigada pelas mortes do pai, Milton Souza Prado, e de dois jovens envolvidos no crime, Claudio Prado confessou em depoimento à Polícia Civil na terça-feira (18) que ajudou a sobrinha a esconder os corpos de Rafael Vitor de Souza Rosa, de 18, e Guilherme Henrique Melo da Cruz, de 22.

Ele está preso na Penitenciária de Sacramento (MG) e responde por ocultação de cadáver. Durante as investigações sobre a morte de Milton, em junho deste ano, Maria Izabel, que está desaparecida, chegou a dizer aos policiais que chamou Rafael e Guilherme para 'dar um susto' no pai, mas as agressões resultaram no assassinato de Milton, segundo a polícia.

À EPTV, afiliada da TV Globo, o delegado Márcio Murari, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Franca (SP), disse que Maria Izabel ligou para Cláudio dizendo que pretendia matar Rafael e Guilherme após a morte de Milton.

Ele confirmou que a Maria Isabel havia feito uma ligação anteriormente, que dizia que esses dois jovens, um deles era o que tinha matado o pai, que a partir de então passaram a ameaçá-la, querendo inclusive molestá-la sexualmente, e ela pediu ajuda, que, caso ela matasse os dois, ele ajudaria a esconder os corpos.

Ainda segundo o delegado, Cláudio confessou também que no dia 29 de julho, a sobrinha chegou em Sacramento com os dois jovens já mortos no carro dela. O g1 tenta localizar as defesas de tio e sobrinha.

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Durante o depoimento, Cláudio também confessou à polícia que foi o responsável por indicar à sobrinha um local afastado na área rural de Sacramento para esconder os corpos de Rafael e Guilherme.

Ele apresentou alguns outros fatos novos importantes para a investigação, que agora vamos tomar algumas medidas que tem que ser tomadas. Mas foi importante a sua oitiva porque, até então, apresentou um cenário que a gente acabou com esse depoimento trazendo para o inquérito policial", diz Murari.

Segundo Murari, Claúdio disse que está arrependido de ter se envolvido no caso, não sabe como a sobrinha matou os jovens e só depois que foi preso descobriu que Maria Isabel estaria envolvida na morte do pai.

Nosso inquérito envolvendo o desaparecimento [de Maria Isabel] prossegue. E, da mesma forma, também prossegue a investigação para tentar identificar se a Maria Isabel agiu sozinha ou estava na companhia de outras pessoas quando os dois jovens foram assassinados.

Milton de Sousa Prado, de 44 anos, foi encontrado morto em junho deste ano em uma chácara onde trabalhava como caseiro, em Franca. Segundo a Polícia Civil, ele foi assassinato a pauladas.

A partir daí, o caso passou a ser investigado pela DIG. A filha dele, Maria Isabel, era tratada como testemunha, mas em depoimento à polícia, confessou que pediu a Rafael e Guilherme que dessem um 'corretivo' no pai.

Ainda segundo o depoimento, ela tomou conhecimento da morte de Milton ao questionar um dos jovens sobre o que havia acontecido e ouvir dele que foi 'feito o serviço.

De acordo com o inquérito, a jovem alegou aos policiais que ela e a irmã adolescente eram agredidas pelo pai e, por isso, ela contratou os dois para 'dar um susto' nele.

Após a morte de Milton, no dia 5 de julho, a mulher dele, as duas filhas (Maria Isabel e a irmã de 15 anos) e a neta, uma bebê, foram sequestradas. O cativeiro foi encontrado dois dias depois e o caso é tratado pela Polícia Civil como um desdobramento do desaparecimento de Rafael e Guilherme.

Maria Isabel já tinha desaparecido quando a polícia chegou no local. Wellington Amorim da Silva foi preso em flagrante no imóvel onde as três vítimas foram encontradas.

O inquérito aponta que ele era responsável por vigiar a família de Milton.

Ainda segundo o inquérito, familiares dos jovens passaram a cobrar a família de Milton pelo paradeiro dos dois. A investigação aponta Noemi Vitória de Sousa Rosa, tia de Rafael, como uma das principais suspeitas de articular a ação.

Ela chegou a ser presa, mas já foi liberada.

Outras cinco mulheres tanto da família de Rafael como da família de Guilherme são investigadas.

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Fontes

Informação baseada em material público de G1, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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