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Chefe da Otan recebe secretário de Trump e confirma distanciamento dos EUA

Declaração ocorreu durante encontro entre o chefe da Otan, Mark Rutte, e o subsecretário Guerra para Políticas dos EUA, Elbridge Colby

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Chefe da Otan recebe secretário de Trump e confirma distanciamento dos EUA

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, confirmou, nesta quinta-feira (27/8), um processo já anunciado pelo governo de Donald Trump nos últimos meses: o distanciamento dos Estados Unidos da aliança, para que membros europeus assumam maiores responsabilidades pela segurança do continente.

A sinalização ocorreu durante reunião entre o chefe da coalizão militar e o subsecretário de Guerra para Políticas dos EUA, Elbridge Colby. Rutte e ele se reuniram na sede da Otan, em Bruxelas, para discussões a portas fechadas.

Antes da conversa, o chefe da organização afirmou que a visita de Colby tinha como objetivo dar andamento a discussões iniciadas anteriormente sobre uma “Europa mais forte e um Canadá mais forte” dentro da aliança.

Mesmo com o distanciamento, o subsecretário de Guerra norte-americano afirmou que os EUA não estão deixando a Otan.“Os Estados Unidos não estão abandonando o continente.

Não estão abandonando a aliança”, disse Colby à imprensa após encontro com Trump. “Vamos voltar às origens do que a Otan deve ser, onde a Europa vai assumir a liderança”.

Turquia dá revólveres de presente a líderes da Otan Disputa de Trump com aliados da Otan é vista como vitória da Rússia Trump x OtanO possível afastamento entre EUA e Otan não é um cenário novo.

Antes mesmo de assumir a presidência norte-americana pela segunda vez, Donald Trump passou a atacar a aliança militar e ameaçou retirar o país do pacto. Na visão do republicano, Washington gastava muito mais com a aliança do que os outros 32 membros da Otan.

Em meio às declarações de Trump, cada país da organização concordou em elevar os gastos com defesa para 5% do Produto Interno Bruto (PIB). Ainda assim, a crise não foi estancada por completo.

No início do ano, o presidente dos EUA fez ameaças contra a Groenlândia, localizada no território da Dinamarca, um dos 32 países da aliança. O futuro da Otan ficou em xeque diante dessa situação, já que o principal pacto do bloco envolve defesa mútua, caso uma das nações membros seja atacada, que foi exatamente o que Trump ameaçou fazer na região autônoma ligada ao território dinamarquês.

Já em fevereiro, a administração norte-americana voltou a criticar os aliados da Otan, que não aceitaram ajudar os EUA na guerra contra o Irã. Diante da tensão, Washington propôs uma reformulação no bloco, de forma que os norte-americanos devem reduzir sua presença em países da Europa.

Fontes consultadas

  • Metrópoleslink

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