Mulher que estava em cárcere há um ano é libertada pela PM.
A mulher de 27 anos resgatada de cárcere privado pela Polícia Militar (PM-PR) relatou que vivia sob controle constante do companheiro, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.
Segundo a vítima, ela era vigiada por câmeras de segurança, tinha as redes sociais monitoradas e não podia escolher as próprias roupas.
A vítima pediu socorro por meio de um e-mail para a polícia. Ela escreveu à Ouvidoria da Mulher de Colombo que era mantida em cárcere privado e sofria violência doméstica há um ano e três meses.
No relato, ela disse ainda que tinha os celulares quebrados pelo companheiro e era impedida de sair de casa.
A identidade dela e do companheiro não foram divulgadas para preservar a segurança da vítima.
Segundo a PM, a mulher vivia em uma casa com três câmeras de segurança. Uma ficava na entrada da residência, outra no corredor e a terceira estava apontada para a porta dos fundos.
As janelas tinham grades de ferro e, de acordo com o relato dela aos policiais, somente o companheiro tinha a chave da porta. As ligações telefônicas e as redes sociais também eram monitoradas por ele.
O e-mail chegou à Ouvidoria da Mulher de Colombo, serviço criado há cerca de um mês e divulgado em cartazes espalhados por prédios públicos e ônibus da cidade. A mensagem foi encaminhada para uma psicóloga do programa Rede Delas, que conseguiu manter contato com a vítima e acionou a Patrulha Maria da Penha ao perceber que ela não conseguia deixar a residência sozinha.
Segundo a policial responsável pelo atendimento, a mulher estava abalada quando foi encontrada e confirmou aos policiais que era mantida em cárcere.
O homem foi preso em flagrante na tarde de sexta-feira (7). Segundo a PM, ele foi autuado por cárcere privado, dano e violência psicológica.
De acordo com a polícia, o suspeito tinha outros registros por violência doméstica e ameaça, de 2020 e 2022. Em uma dessas ocorrências, uma vítima conseguiu uma medida protetiva contra ele.
O homem continua preso. O Ministério Público (MP-PR) pediu à Justiça a conversão da prisão em flagrante para preventiva.
A mulher e o filho, de quatro meses, foram retirados da residência e encaminhados para um local seguro, onde recebem atendimento e acolhimento especializado. Medidas protetivas de urgência também foram solicitadas.
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Fontes
Informação baseada em material público de G1 Paraná, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.